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Saúde

Crise sanitária: haverá mais dinheiro para insumos e medicamentos, mas não para aumento de médicos

Governo anuncia incremento orçamentário para saúde em 2027, mas descarta aumento salarial e propõe carreira sanitária

31/08/2026 23:00 4 min lectura 19 visualizações

A Ministra de Saúde María Teresa Barán, o Ministro de Economia e Finanças (MEF) Oscar Lovera e o chefe de Gabinete da Presidência da República Javier Giménez anunciaram nesta tarde em coletiva de imprensa as medidas do governo para enfrentar a crise atual que atravessa a saúde pública.

O titular do MEF detalhou que para 2027, saúde contará com USD 760 milhões para a compra de insumos e medicamentos. "Isso representa um incremento de 260 milhões de dólares em relação ao orçamento aprovado para o ano 2026", apontou Lovera.

Acrescentou que no caso do Instituto Nacional do Câncer (Incan), seu orçamento passará de USD 110 para 195 milhões no próximo ano. Outro anúncio que realizou Lovera é o objetivo que tem o governo de cancelar a dívida com os fornecedores.

Carreira

O chefe de Gabinete da Presidência anunciou também que serão desprecarizados 2.390 médicos em um plano que havia sido anunciado pela Saúde Pública há duas semanas.

Com essa quantidade de nomeações, disse Lovera, estarão chegando a 50% do total que compõe o sistema público. Giménez adiantou que não há acordo para que possam pagar G. 3 milhões a mais por vínculo a cada médico. Acrescentou que se forem realizar aumentos salariais aos trabalhadores de saúde, estarão baseados em meritocracia.

"Levar em consideração os anos de antiguidade, a especialização de cada médico e todo um plano de carreira que nos obriga a colocar em movimento os incentivos adequados para que a carreira médica seja premiada, seja justificada. Mas que se baseie, como mencionei anteriormente, em um sistema meritocrático", disse o porta-voz do Executivo.

Por sua vez, a doutora Teresa Barán também falou sobre a ideia de implementar a carreira sanitária. "Trabalhar na carreira sanitária e pagar por grau acadêmico, o que acredito que é o que os médicos merecem", destacou a titular do MSP.

Recordou que algo similar vêm realizando com as enfermeiras dentro da lei de enfermagem que está sendo implementada. "Eles têm sua lei de enfermagem, têm sua carreira de enfermagem e estamos trabalhando durante todo o ano com eles na carreira. Esse mesmo exercício é o que queremos com os médicos e pagar ao médico especialista o que corresponde", especificou.

Outro dos reclames que os médicos levam adiante é o pagamento em dobro por feriados. Barán também falou sobre esse ponto. Segundo disse, realizaram conversas com a Secretaria da Função Pública para que tal pedido tenha um eco favorável para os médicos.

A proposta de carreira sanitária já havia sido levantada nas tripartites, embora de maneira pouco formal, segundo havia deixado entender a doutora Rosanna González, do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed). A proposta não foi aceita em nenhuma ocasião.

O doutor Carlos Giménez, neurocirurgião do Hospital de Trauma, salientou que para realizá-la são necessários muitos estudos e deve passar por várias comissões. "O que fizeram foi chutar a bola para frente", disse.

O profissional do Hospital de Trauma recordou que há quase uma década e meia não têm aumento de salário. "Há 14 anos estamos ganhando a mesma coisa, é preciso aumentar o piso salarial", reforçou o médico. Os profissionais de saúde convocaram uma assembleia para quinta-feira, 3 de setembro, na sede do Sinamed.

Por enquanto, aguardam ver as outras ações que realizarão depois que o governo praticamente lhes impôs a proposta que não haviam aceitado. Por enquanto, ontem Barán recebeu 61 renúncias de médicos de distintas especialidades.

A ministra de Saúde Pública, doutora Teresa Barán, comentou que a pasta de saúde continua trabalhando em busca de soluções para a crise atual.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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