Trump aberto a revisar a posição dos Estados Unidos sobre as Malvinas
Presidente americano não descarta reconsiderar neutralidade histórica em disputa de soberania
Abertura para revisar posições estratégicas
O presidente Donald Trump manifestou na segunda-feira que não descarta "revisar" a posição de neutralidade dos Estados Unidos sobre a soberania das Malvinas. Até o presente, os Estados Unidos, como a maioria dos países ocidentais, reconhecem a administração de facto do Reino Unido sobre esse arquipélago, embora não se pronunciem explicitamente sobre questões de soberania reclamadas pela Argentina.
Contexto de pressão sobre gasto militar
Segundo informou o jornal britânico Daily Telegraph na semana passada, os Estados Unidos estariam considerando revisar essa posição como parte de uma estratégia para pressionar o Reino Unido a fim de que incremente seu gasto militar. "Sempre reviso cada posição. Essa é apenas uma de muitas", expressou Trump a jornalistas no Gabinete Oval quando questionado sobre a revisão da posição americana sobre as Malvinas.
Consultado sobre se desejava que o governo do novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, ampliasse seus compromissos de gasto, Trump respondeu: "O Reino Unido tem alguns problemas, mas serão resolvidos".
Posição oficial e revisão estratégica
O Departamento de Estado dos Estados Unidos comunicou à AFP em abril, quando surgiram os primeiros relatos sobre uma possível revisão, que "nossa posição sobre as Ilhas continua sendo de neutralidade". Porém, a revisão estratégica do Pentágono, orientada a que os aliados americanos alcancem um objetivo de gasto em defesa de 5%, questionaria essa postura.
Tensões contemporâneas
Quatro décadas após o conflito bélico, as tensões permanecem entre Reino Unido e Argentina. Na esfera esportiva, os jogadores argentinos exibiram uma faixa que dizia "As Malvinas são argentinas" após vencerem a Inglaterra por 2-1 na semifinal da Copa do Mundo no início deste ano. A FIFA multou posteriormente a Associação do Futebol Argentino com 321.000 dólares.
Antecedentes do conflito
As forças argentinas invadiram o território britânico ultramarino, o que levou a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, a enviar uma força naval para recuperá-lo. O conflito de 1982 deixou 649 argentinos, 255 britânicos e três ilhéus mortos. O então presidente americano Ronald Reagan adotou inicialmente uma postura neutra, mas após o fracasso das conversações de paz, Washington forneceu apoio militar e inteligência ao Reino Unido.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.