Comissão de Tecnologia do Senado debate criação de Gerência Geral contra o contrabando
Avanço no debate legislativo
A Comissão de Tecnologia do Senado manteve uma reunião para analisar o projeto de criação da Gerência Geral de Prevenção, Combate e Repressão do Contrabando e Comércio Ilícito no Paraguai. A iniciativa contempla transformar a Unidade de Luta contra o Contrabando em uma Direção Geral dependente da DNIT (Direção Nacional de Ingressos Tributários).
O senador Patrick Kemper apontou que o contrabando representa uma problemática que afeta tanto a grandes empresas quanto a produtores nacionais.
"Quando o esforço que nós fazemos como nação para combater este mal não é suficiente, faz com que o produtor não possa vender seu produto porque ingressa de forma ilegal de outra nação, de algum de nossos países vizinhos", expressou o legislador.
Kemper considerou que embora tenha havido avanços na luta contra o contrabando, os resultados ainda não são suficientes. Por isso, sublinhou a necessidade de centralizar os esforços institucionais com uma estrutura adequada e uma normativa conforme com a problemática atual, que permita enfrentar o comércio ilícito com maior responsabilidade e resultados concretos.
A comissão não emitiu parecer durante a reunião e acordou convocar novamente na próxima semana, com participação da Comissão de Indústria. O objetivo é emitir pareceres em conjunto e, posteriormente, solicitar o tratamento do projeto no pleno do Senado.
Características do projeto
A iniciativa busca institucionalizar e coordenar a prevenção, combate e repressão do comércio ilícito em todo o território nacional. A proposta incorporaria à estrutura orgânica e funcional da DNIT, considerando que se trata de um órgão superior com faculdades administrativas de urgência, capacidade investigativa e poder de sanção próprio.
Segundo a exposição de motivos, as estratégias estatais de controle fronteiriço resultaram ineficazes devido à falta de força legal e de uma unidade técnica centralizada com capacidade real para recolher, processar e atuar sobre inteligência estratégica. O projeto propõe transformar a atual Unidade Interinstitucional de Prevenção, Combate e Repressão do Contrabando (UIC), criada por decreto em 2013, em uma dependência com peso de lei para desmantelar de maneira efetiva as redes logísticas do comércio ilegal.
Estrutura institucional proposta
A Gerência Geral seria conduzida por um Gerente Geral e contaria com três Direções Gerais especializadas: Inteligência, Gestão Operativa e Assuntos Jurídicos. Além disso, se contempla a criação de um Conselho Assessor Cidadão integrado ad honorem por representantes do setor privado (produção, comércio e serviços) para elevar recomendações e assegurar a participação cidadã.
A nível operativo, o organismo articularia ações com uma ampla rede de instituições públicas, incluindo ministérios, secretarias nacionais, a Polícia Nacional, as Forças Armadas e o Ministério Público.
Capacidades operativas
Um pilar relevante do projeto é a conformação de um corpo de agentes anticontrabando com adscripção temporária de pessoal policial e militar. Estes agentes responderiam a um comando único, contariam com formação especializada e estariam autorizados a portar armas de fogo, fazer uso legal da força e aplicar ferramentas tecnológicas avançadas como a inteligência artificial.
No âmbito administrativo, a repartição teria potestad para inspecionar locais, reter mercadorias e instrumentos técnicos suspeitos, e dispor o fechamento temporário de comércios por um prazo de até cinco dias consecutivos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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