City leva o clássico de Manchester
Mesmo com um jogador a menos desde o minuto 22, o Manchester City vence o United em Old Trafford com gol de Haaland
Nem mesmo cerca de uma hora em inferioridade numérica por uma torpeza de Phil Foden aplacou neste domingo o Manchester City, que sofreu por momentos contra o Manchester United no confronto de dez contra onze, mas também venceu em Old Trafford contra si mesmo e as circunstâncias, com Erling Haaland como artilheiro único novamente e com uma defesa final imprescindível de Gianluigi Donnarumma.
Seu aproveitamento é de garantias. É uma declaração de intenções no novo projeto de Enzo Maresca. Veio para aspirar a tudo, como fazia o clube sob o comando de Pep Guardiola. Soma doze de doze pontos, o valor do triunfo dominical é incalculável e sustenta o pulso com o Arsenal, também com doze pontos mas um gol melhor que ele.
Frustrante para o Manchester United, cuja transformação é evidente. Mérito de Michael Carrick. Já não enfrenta com complexos os grandes jogos. Nada disso se entende sem a transformação de caráter que a lenda conferiu aos seus Diabos Vermelhos. Mas ainda precisa de mais. É insuficiente. Mesmo em Old Trafford, mesmo contra dez, mesmo com dois postes. Ainda que lhe beneficiassem comportamentos alheios.
Em um jogo de tantas reviravoltas e emoções, Phil Foden cometeu um erro. Sua reação do chão com as duas pernas à altura do abdômen de Bruno Fernandes, que fez o resto em sua queda ao solo, foi temerária, desnecessária e até ingênua. Expulso. Talvez o meia do United tivesse acertado antes na disputa, mas não há desculpa alguma. Inferioridade numérica desde o minuto 22 entre a inquietação de Maresca.
Um contratempo sério para o City e um impulso aparente (não foi tanto) para o United, com muito tempo ainda para jogar. Não se notou tanto de imediato, ainda se percebeu alguns instantes mais ameaçador o conjunto celeste, quando a bola rondou a área em busca do remate de Erling Haaland, e ainda estava alheio às ocasiões o United, concentrado mas tranquilo Gianluigi Donnarumma sob os postes, até que tudo mudou minutos depois.
Já na etapa final do segundo tempo se sentiu cada vez mais o onze contra dez. Uma desvantagem cujas proporções são enormes, mais ainda em um confronto deste tipo, mas não decisivas. Depois tudo marca o resultado. Antes do intervalo, Marcus Rashford acertou contra o poste seu chute de direita com efeito em uma falta direta. Enzo Fernández, titular, pediu pênalti na outra área. Não pareceu. Nem o VAR revisou.
A ofensiva cresceu na volta do intervalo. De novo o poste, em um chute de direita de fora da área de Mainoo, se interpôs entre o United e o gol e salvou o Manchester City, que já entendia por então que a simples sobrevivência, o empate, eram já mais que aceitáveis visto tudo o que se pressupunha que ia ter de enfrentar até o final.
Rashford, na trave, incrementou essa sensação, quando ainda restavam 40 minutos ou mais para o fechamento do jogo, mas isso é futebol, tão imprevisível, mais ainda quando diante há individualidades da dimensão do City, como Semenyo ou Haaland, e em sua defesa surgem dúvidas reincidentes. De repente, Haaland rematou o 1-0. Repentino. Inicialmente anulado por impedimento, o VAR comprovou sua validade inesperada.
Minuto 60. Ouro para o City, ao qual ainda restou resistir. Ou ir além. Enzo Fernández apontou para o 0-2. Rechaçou o poste. Já jogava Sesko no United, por Tielemans. Um artilheiro por um meio-campista. Mbeumo rematou para o empate. Errado. Haaland dispôs de outra ocasião. Errado. E o City não só sobreviveu, com uma defesa final de Donnarumma a Mbeumo; venceu em Old Trafford. Foi irredutível.
0 - Manchester United: Lammens; Dalot, Maguire, Lisandro Martínez, Dorgu; Tielemans (Sesko, min. 69), Mainoo; Mbeumo, Bruno Fernandes, Rashford (Zirkzee, min. 83); Cunha.
1 - Manchester City: Donnarumma; Nunes, Guehi, Ruben Dias, Gvardiol; Elliot Anderson, Enzo Fernández (O'Reilly, min. 82); Foden, Cherki (Ndiaye, min. 46), Semenyo; Haaland.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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