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Cientistas descobrem 1.121 novas espécies marinhas em um ano de exploração oceânica

20/05/2026 11:00 3 min lectura 0 visualizações
Científicos descubren 1.121 nuevas especies marinas en un año de exploración oceánica

Recorde histórico em exploração marinha

Cientistas do Ocean Census, uma iniciativa global dedicada ao descobrimento de novas espécies oceânicas, identificaram 1.121 espécies marinhas durante o último ano. Este número representa o maior logro em um período de 12 meses para o Nippon Foundation-Nekton Ocean Census, que já completa seu terceiro ano de operações.

Entre as criaturas identificadas encontram-se um tubarão-fantasma de águas profundas, vermes poliquetos, caranguejos, ouriços-do-mar e anêmonas, entre outras espécies variadas. O descobrimento de 1.121 espécies constitui um aumento considerável em relação às 866 espécies encontradas no período anterior.

Expedições em zonas extremas

Os equipes internacionais realizaram 13 expedições através de alguns dos lugares mais extremos e inexplorados do planeta. Os pesquisadores viajaram a regiões como Japão, o Mar de Coral frente à Austrália, Papua-Nova Guiné, as Ilhas Sandwich no Atlântico Sul e a Antártida.

Estas expedições alcançaram profundidades extraordinárias de até 6.575 metros, superando a altura do acampamento base do Monte Everest. A estas profundidades, os organismos marinhos evoluíram para resistir pressões extremas que aumentam aproximadamente uma atmosfera a cada 10,06 metros de descida.

Descobrimentos destacados

Um dos descobrimentos mais notáveis foi o verme castelo de cristal (Dalhousiella yabukii), uma nova espécie de verme poliqueto identificada a 791 metros de profundidade frente à costa do Japão. Esta criatura foi encontrada vivendo dentro de uma esponja de vidro, cujo esqueleto translúcido é formado por partículas estruturais similares ao vidro, compostas de sílica.

O verme mantém uma relação simbiótica com a esponja, na qual ambos os organismos se beneficiam mutuamente desta associação. Além disso, realizaram-se descobrimentos em áreas consideradas relativamente exploradas, como uma nova espécie de camarão próximo a Marselha (França) e um molusco frente à costa britânica.

Potencial de descobrimentos futuros

Apesar do surpreendente número de descobrimentos, estima-se que ainda permaneçam por descobrir aproximadamente 90% das espécies oceânicas. Segundo estimativas científicas, poderiam existir até dois milhões de espécies no oceano, das quais já se descobriram mais de 250.000.

"Estes descobrimentos são apenas uma gota no oceano", sinalizou Oliver Steeds, diretor do Ocean Census. "Acredita-se que existem até dois milhões de espécies no oceano. Nós descobrimos mais de 250.000".

Michelle Taylor, chefe científica do Ocean Census, explicou que o descobrimento de novas espécies é uma parte relativamente habitual do estudo de zonas inexploradas com novas tecnologias. Igualmente, destacou que os organismos marinhos evoluíram para viver em condições extremas, portanto suas estruturas celulares se adaptam à pressão oceânica de uma forma completamente natural.

A iniciativa Ocean Census continua ampliando o conhecimento científico sobre a biodiversidade marinha do planeta, revelando a riqueza e complexidade dos ecossistemas oceânicos ainda por explorar.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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