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Internacional

Chaves para entender a Copa do Mundo 2026

Um Mundial histórico entre três países com 48 seleções e desafios logísticos, sanitários e de segurança sem precedentes

02/06/2026 11:15 4 min lectura 11 visualizações
Claves para entender el Mundial 2026

Nunca um Mundial se organizou entre 3 países, nem reuniu 48 seleções, nem teve 104 partidas em 16 sedes. Tudo é mastodôntico na Copa do Mundo norte-americana que, além do organizativo, enfrenta numerosos desafios, relativos ao deslocamento de milhares de torcedores entre Estados Unidos, México e Canadá, de logística, segurança e até sanitários, após o surto de ebola detectado na República Democrática do Congo, o que provocou que os três organizadores vete a entrada no país a quem tenha viajado recentemente para Congo, Uganda ou Sudão do Sul.

A participação das estreantes Jordânia, Uzbequistão, Cabo Verde e Curaçao, a presença de seleções como Haiti e RD Congo — ambas 52 anos depois de sua única aparição — ou do Iraque — ausente desde 1986 — convertem a Copa do Mundo 2026 na mais exótica da história, com partidas que poucos apostavam que se veriam em uma fase final.

Em um mercado como o norte-americano em que é legal a revenda, os 'preços dinâmicos', que se ajustam em função da demanda e disponibilidade para cada partida, tornaram-se objeto de polêmica. É um sistema que, em princípio, também propicia que desçam, mas com 500 milhões de pedidos de ingressos, a maioria disparou.

A FIFA argumenta que liberou mais de 100 mil ingressos a 60 euros (cerca de 70 dólares) e que o objetivo foi otimizar os ingresos maximizando a presença nos estádios. Recorda, além disso, que 90% dos ingressos se reinveste no futebol mundial, mas os milhares de dólares que já se pedem no mercado secundário pelo ingresso em algumas partidas converteram o de 2026 no Mundial mais caro da história.

A partida inaugural da Copa do Mundo será disputada no estádio Azteca, em 11 de junho, entre México e África do Sul, mas o torneio contará com três cerimônias inaugurais, uma por país organizador.

Em 11 de junho será a primeira na Cidade do México, com a atuação de artistas como Maná, J Balvin ou Tyla. No dia seguinte, 12 de junho será a segunda em Toronto, prévia ao encontro entre Canadá e Bósnia-Herzegovina, com atrações como Michael Bublé ou Alanis Morissette, e a última, também em 12, em Los Angeles, antes de Estados Unidos-Paraguai, contará com Katy Perry, Anitta e, novamente, Tyla.

Do 'mini-mundial' do Qatar, o menor desde o do Uruguai em 1930, passa-se a uma Copa do Mundo gigantesca, cujos deslocamentos, mudanças de altitude e temperaturas podem afetar o desempenho das seleções.

A priori, entre as beneficiadas por menores deslocamentos estão França (537,5 quilômetros de separação entre as sedes de suas partidas na primeira fase) ou Argentina (742 quilômetros).

Em sentido contrário, Colômbia percorrerá 2897 quilômetros, quase o dobro que Portugal (1545), sua grande rival no grupo K.

O conjunto colombiano se enfrentará além disso às mudanças de altitude. Estreia na Cidade do México a 2240 metros e encerra a primeira fase em Miami, ao nível do mar, dez dias depois.

Outro condicionante será as temperaturas. Um estudo publicado pelo International Journal of Biomethereology identifica 'risco extremo' de calor em seis sedes (Monterrey, Miami, Boston, Kansas City, Nova York e Filadélfia) com base nas temperaturas registradas nesses meses no ano anterior.

A FIFA, por isso, dispôs uma pausa de hidratação obrigatória de três minutos entre os minutos 25 e 30 de cada tempo, à margem da temperatura que faça naquele momento. A FIFA também prevê que possam ser disputadas partidas em local fechado e com ar-condicionado em Atlanta, Dallas e Houston, estádios com teto retrátil.

A candidatura norte-americana optou por aproveitar os estádios que usam os times da NFL, alguns em uso compartilhado com times da MLS (Seattle, Boston e Atlanta).

Isso lhe garantia recintos modernos e capacidades de mais de 50 mil espectadores, mas também a necessidade...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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