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Economia

ARP solicita distribuição equitativa na cota de exportação de carne no Mercosul

21/07/2026 17:15 3 min lectura 16 visualizações

Solicitação de equidade na distribuição da cota

A Associação Rural do Paraguai (ARP) solicitou uma distribuição equitativa da cota de exportação de carne atribuída aos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul), após a entrada em vigor provisória do acordo entre o bloco e a União Europeia (UE).

O presidente do sindicato, Daniel Prieto, manifestou preocupação ante a intenção da Argentina e Brasil de acessar uma maior participação da cota, o que reduziria o espaço destinado ao Paraguai.

"Estamos pedindo a igualdade. Sabemos que Argentina e Brasil estavam pedindo maior participação e deixar menor espaço ao Paraguai a que nós nos opomos e queremos realmente estar de igual para igual", comentou.

Mercosul como instrumento de integração

O titular da ARP sustentou que o Mercosul deve garantir uma porção equitativa para todos os seus integrantes.

"Acreditamos que o Mercosul nos tem que unir e tratar de igual para igual. Estamos pedindo o que acreditamos que corresponde"
, afirmou Prieto.

O sindicato sinalizou que ainda não existe uma definição sobre a distribuição, portanto continuam as gestões da Chancelaria Nacional.

"Ainda não há uma definição. Confiamos plenamente em que a Chancelaria vai negociar o melhor para o país"
, indicou.

Necessidade de uma postura firme

Prieto enfatizou que o Paraguai deve manter uma postura firme nas negociações.

"Há que insistir. O acordo entre o Mercosul em si com a União Europeia demorou 20 anos, agora não podemos baixar os braços. Temos que negociar e buscar o que mais convém ao país"
, sustentou.

O presidente da ARP reiterou o pedido de uma distribuição justa da cota de exportação e questionou o esquema vigente.

"Queremos uma distribuição justa. Hoje está o esquema do que chega primeiro e com isso Brasil praticamente se leva quase toda a cota"
, mencionou. O Paraguai solicita uma cota de 25%.

Capacidade de resposta do país

O país tem capacidade para responder à demanda europeia se se garantir uma cota justa no marco do acordo Mercosul-UE.

"Estamos em condições de cumprir a cota se nos outorgarem"
, sinalizou.

Prieto recordou ainda que o Paraguai foi um ator fundamental para a assinatura do acordo. "A partir do setor privado estamos exercendo o trabalho de chegar à obtenção da distribuição equitativa ou o mais justo possível", acrescentou.

Continuidade das negociações

As negociações devem dar-se com o bloco econômico e esgotar o diálogo, tanto com a UE como com os países pares.

"Temos que seguir pressionando, é o único que nos sobra. Temos o produto e estamos em condições sanitárias e de qualidade para cumprir com essa cota"
, precisou o presidente da ARP.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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