Caso Hugo Javier: Rodrigo Nicora assegura que não podiam esperar uma ambulância
Ministro da Justiça detalha circunstâncias do incidente na cela do ex-governador
No contexto da investigação sobre o incidente registrado na cela do ex-governador e ex-locutor Hugo Javier González, o ministro da Justiça, Rodrigo Nicora, declarou que no momento de ser assistido e colocado na cadeira de rodas, estava despierto e consciente, embora não conseguisse falar bem e apenas balbuciasse.
"Estava consciente, despierto, movimentando os braços, mas não se expressava corretamente, apenas balbuciava sem possibilidade de se expressar claramente", afirmou em entrevista à rádio Monumental 1080 AM.
Nicora explicou o relato da declaração preliminar do companheiro de cela do recluso, Luis Giménez.
"Luis Giménez manifesta que ele estava dormindo naquele horário, às 23:12 da noite, evidentemente estavam com as luzes apagadas quando em um determinado momento ele ouviu um ruído, um golpe e se levanta para acender a luz e o vê de bruços, e automaticamente ali é quando ele abre o lençol, que está na grade da cela, avisa ao pessoal, e já se incorpora o pessoal penitenciário para atendê-lo", explicou.
Em relação ao trabalho pericial de coleta de provas e inspeção física do local, Nicora indicou que se coordenou o levantamento da cena com as autoridades judiciais.
"O Ministério Público, em trabalho coordenado com o fiscal, coincidimos em que era necessária a presença de criminalistas de laboratórios forenses para fazer um croqui do quarto, da cela, do banheiro, e, com o relato, para ter o local exato onde ele estava deitado no piso, para reconstruir o que foi que ocorreu internamente", referiu.
Igualmente, explicou por que não esperaram uma ambulância para transportá-lo ao centro de saúde. "Não esperamos que chegasse uma ambulância, porque quando o pessoal viu que ele estava com um golpe forte na cabeça, era necessário agir de maneira imediata. Inclusive há que ouvir alguns especialistas falarem que nestes casos de acidentes cerebrovasculares, os minutos são essenciais para um atendimento rápido, então nós não esperamos que chegasse a ambulância, o subimos no móvel de translado interno e o encaminhamos ao hospital de Barrio Obrero", expressou.
Detalhou, além disso, a infraestrutura sanitária do espaço e a trajetória que teria tido a queda.
"O que tenho do primeiro relato é que o banheiro está um pedestal acima, é como que tem uma laje superior ao piso onde estão as camas, ou seja, há que subir um degrau para entrar até o banheiro, que é pequeno obviamente porque é de uma cela, e ao parecer daquela parte do banheiro ele cai para dentro do quarto. O banheiro está ao lado da cama dessa pessoa privada de liberdade, Luis Giménez", destacou.
Em outro ponto, indicou que se "comunicou à Fiscalía em tempo e forma".
"O que nós fazemos primariamente é comunicar o fato ao Ministério Público, mas nós não somos o órgão encarregado de decidir quem da Fiscalía finalmente toma as atuações, o fiscal encarregado da causa, porque se não, nos meteríamos nas funções de outros poderes do Estado".
Igualmente, sustentou que existiu comunicação com o entorno próximo do interno. "Também perguntei se isso foi comunicado aos familiares, porque isso é muito importante também de saber e tenho a captura de tela do pessoal da penitenciária das chamadas que se fizeram a números de telefones celulares que estão registrados como o número dos familiares."
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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