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Internacional

Bolívia expulsa delegação argentina convidada por setores que exigem renúncia de Paz

16/06/2026 04:45 3 min lectura 9 visualizações
Bolivia expulsa a delegación argentina invitada por sectores que exigen la renuncia de Paz

"Durante os controles realizados pelas autoridades competentes, verificou-se o incumprimento de requisitos exigidos para a admissão e permanência em território nacional, assim como inconsistências entre as condições declaradas para sua entrada e as atividades anunciadas publicamente pela delegação", informou o Ministério do Governo (Interior) em comunicado.

A delegação, integrada por cerca de vinte pessoas que se identificaram como uma "missão de direitos humanos" procedente da Argentina, chegou nesta segunda-feira ao aeroporto internacional de El Alto, cidade vizinha de La Paz.

Os integrantes afirmaram que seu objetivo era elaborar um relatório sobre a situação dos direitos humanos dos setores que protestam contra o Governo de Paz, no conflito que vive Bolívia desde o início de maio.

O ministério afirmou que as medidas adotadas "respondem exclusivamente a critérios legais e administrativos, sem consideração de opiniões políticas, nacionalidade, afiliação ideológica ou qualquer outra condição pessoal que pudessem declarar os cidadãos envolvidos".

Também sustentou que qualquer estrangeiro que busque ingressar na Bolívia "deve cumprir as disposições estabelecidas na legislação nacional" e que os convites emitidos por "autoridades, legisladores ou instituições nacionais não substituem nem dispensam o cumprimento dos requisitos migratórios".

Segundo vídeos divulgados em redes sociais desde o aeroporto de El Alto, os membros da delegação vestiam peças distintivas como "Missão de direitos humanos", recusaram-se a entrar em uma zona de "inadmitidos" do terminal aéreo e reclamaram à Migração a devolução de seus documentos.

A argentina Ingrid Urrutia explicou em um vídeo que a missão era formada por "referentes dos direitos humanos" na Argentina, deputados nacionais, legisladores da cidade autônoma de Buenos Aires e dirigentes convidados por líderes sociais e campesinos da Bolívia.

Os reclamos da missão foram transmitidos pelas redes sociais da rádio Kawsachun Coca, que pertence aos cocaleiros do Trópico de Cochabamba, o baluarte sindical e político do ex-presidente Evo Morales (2006-2019) no centro do país, um dos setores que exige a renúncia de Paz.

Nota relacionada: Bloqueios asfixiam o turismo na Bolívia

Agentes policiais transportaram, inclusive com empurrões, os argentinos até um avião que os levou para a região oriental de Santa Cruz, de onde chegaram horas antes vindos da Argentina.

A operação causou comoção e veementes reclamações por parte dos estrangeiros que denunciaram a violação de seus direitos e a detenção de um boliviano residente na Argentina que integrava esse grupo.

No final de maio, a Chancelaria da Bolívia também rejeitou a presença e participação da política argentina de esquerda Mercedes Trimarchi nas manifestações dos sindicatos, campesinos, operários e seguidores de Morales que exigem a renúncia de Paz.

O conflito deixou pelo menos 16 mortos, 13 deles pela falta de acesso oportuno à atenção médica devido aos bloqueios de rodovias, além de perdas econômicas estimadas em USD 2.500 milhões.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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