Bitcoin supera os 80 mil dólares, beneficiando-se da fraqueza do dólar
A criptomoeda mais importante por capitalização de mercado subiu 1,12% por volta das 9h35 GMT, alcançando os 79.812,50 dólares, após ter ganho quase um quarto de seu valor desde quarta-feira e graças ao apoio do presidente Donald Trump à Lei CLARITY, um projeto de lei para regular as moedas digitais nos Estados Unidos.
Bitcoin também se beneficia da queda nos rendimentos dos títulos americanos após o anúncio do Tesouro na quarta-feira de um programa ampliado de compra de títulos, o que exerce pressão sobre o dólar.
As repercussões dessa intervenção "reanimam o fantasma de uma maior desvalorização do dólar", embora este conserve sua posição como moeda dominante, aponta Chris Beauchamp da IG.
Paralelamente à preocupação com a dívida federal americana, o analista observa que essa situação beneficia ativos alternativos ao dólar, como as criptomoedas e o ouro, ainda que o metal precioso tenha recuado levemente na terça-feira.
Superou os USD 80.000, pela primeira vez desde maio.
Cotação reportada: USD 79.812,50 (+1,12%) por volta das 9h35 GMT.
Quase +25% desde quarta-feira.
Seu enfraquecimento favorece os ativos alternativos.
O apoio de Trump à regulação de criptomoedas impulsiona o bitcoin.
Títulos de EE. UU.: menores rendimentos após o anúncio de um programa ampliado de compra de títulos.
Também se beneficia do contexto, embora tenha recuado levemente na terça-feira.
-0,04%, até USD 1,1669 por euro.
EE. UU. anunciou novas sanções secundárias contra parceiros comerciais.
Existe dúvida sobre se reduzirá suas compras de petróleo iraniano.
Prevê-se que Washington priorize a estabilidade antes da próxima cúpula.
Por sua vez, o dólar mantém-se estável frente às principais divisas, cedendo 0,04% frente à moeda única europeia, até situar-se em 1,1669 dólares por euro.
O mercado de divisas permanece tranquilo diante da nova rodada de sanções denominadas "secundárias" anunciada segunda-feira pelo ministro das Finanças Scott Bessent, que não afetam diretamente o Irã, mas sim seus parceiros comerciais, em matéria de ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.
O governo americano pretende "cortar todos os recursos econômicos" ao Irã e seus aliados, mas não especificou quando entrarão em vigor essas medidas nem a quais países impactarão.
"Cresce o ceticismo sobre a vontade de Bessent de cumprir sua ameaça", afirma Carol Kong, do CBA.
Além disso, a analista duvida de que a China, importante consumidora de petróleo iraniano, "ceda à pressão americana para cessar o comércio" com o Irã, e acredita que Washington "priorizará a estabilidade sobre a escalada no período anterior à cúpula Trump-Xi do próximo mês".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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