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Política

BCP deve esclarecer sobre exceção contábil e operações do ueno

Senado aprova pedidos de informes sobre fusões bancárias e depósitos de fundos públicos

10/09/2026 07:45 3 min lectura 237 visualizações

A Câmara de Senadores aprovou ontem, em sessão extraordinária, vários pedidos de informes dirigidos ao Banco Central do Paraguai (BCP), entre eles um que busca conhecer detalhes sobre os processos de fusão e absorção registrados no sistema financeiro, bem como sobre os depósitos de fundos públicos e do Instituto de Previsão Social (IPS) nas entidades bancárias.

O documento contempla consultas relacionadas com operações como a absorção de Banco Regional por parte de Sudameris Bank, a integração do BBVA com GNB, a operação do ueno bank com Visión Banco e a absorção de Banco Río por parte de Continental. Os pedidos foram impulsionados pelos senadores Colym Soroka, Celeste Amarilla, Líder Amarilla, e desde o oficialismo foram Basilio Núñez, Natalicio Chase e Antonio Barrios.

Um dos pedidos de informes foi apresentado pelos senadores Basilio Núñez Giménez, Natalicio Esteban Chase Acosta e Antonio Carlos Barrios Fernández. Durante o tratamento, o senador Rafael Filizzola manifestou seu respaldo à iniciativa e aos demais pedidos de informação, porém pediu diferenciar as operações habituais do sistema financeiro dos questionamentos que, segundo sustentou, cercam o ueno bank.

"Quero celebrar a coincidência em querer saber sobre a gravidade dessa situação", afirmou Filizzola, que referiu ser necessário "separar o joio do trigo" ao analisar os distintos casos.

O senador apontou que, em seu critério, o caso do ueno apresenta características particulares e questionou especialmente o crescimento dos depósitos estatais na entidade.

"O caso ueno, como venho mencionando e remeti numerosos pedidos de informes a diferentes instituições sobre o tema, é muito diferente do resto do sistema bancário", sustentou.

Segundo Filizzola, ueno teria concentrado aproximadamente USD 863 milhões em depósitos do Estado num período de três anos, coincidente com o atual Governo. Afirmou além disso que, fora do Banco Nacional de Fomento (BNF), a entidade se encontraria entre as instituições com maior volume de fundos públicos.

O legislador questionou também as condições sob as quais o IPS e outras instituições públicas podem manter depósitos em entidades financeiras, e levantou que teriam sido flexibilizados determinados requisitos para permitir uma maior participação do ueno na captação de recursos estatais.

"Abaixaram a vara de exigências; por isso, de não ter nada, passam a ser o segundo banco em depósitos do Estado", afirmou.

Vínculos

Questionamentos sobre a origem e a estrutura acionária. Filizzola também vinculou a origem do ueno com Credicentro e questionou a estrutura societária e os antecedentes de alguns de seus acionistas e diretivos.

Nesse sentido, mencionou uma sociedade constituída em Luxemburgo e realizou referências a supostos vínculos empresariais com pessoas próximas ao presidente Santiago Peña, ao ministro de Economia e Finanças, Carlos Fernández Valdovinos; e ao atual titular do Banco Central.

Essas afirmações foram apresentadas pelo senador como parte de seus questionamentos políticos sobre a origem e o posterior crescimento da entidade. Em particular, pôs em dúvida que uma mesma pessoa tenha ocupado anteriormente a presidência do ueno e posteriormente a titularidade do BCP, instituição encarregada da regulação e supervisão do sistema financeiro.

Filizzola atribuiu essa situação à eliminação das restrições relacionadas com as denominadas "portas giratórias" na legislação paraguaia.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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