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Educação

Asunção: Pais desmontam estrutura de escola danificada após temporal

Estrutura caiu em abril deste ano e permaneceu meses sem reparos

01/09/2026 01:46 3 min lectura 14 visualizações

Pais de alunos da Escola María Felicidad González observaram distintas deficiências no que diz respeito à infraestrutura da instituição. Relataram que em 2025, o Ministério da Educação e Ciências (MEC) doou G. 250 milhões e que com parte do dinheiro foi construída uma cobertura, que finalmente caiu após um temporal registrado em abril deste ano.

Da mesma forma, contaram que foram feitas melhorias em várias salas de aula, além de um poço cego "que está prestes a desabar". A senhora Mariela Jiménez, uma das mães, afirmou que "as estruturas (dentro da escola) estão todas mal feitas" e que "o orçamento que passaram é uma coisa e a obra que vemos a olho nu é outra".

Diante da recente queda de uma cobertura localizada próximo ao acesso da escola, Jiménez afirmou que não houve resposta por parte do MEC nem tampouco apoio da diretora, Rossana Maidana. "Ela diz que é preciso esperar, (...) é questão de paciência, e levamos quatro meses com paciência", disse Jiménez.

A cobertura permaneceu desabada no chão durante vários meses. Não se registraram trabalhos para despejar o caminho ou, em seu lugar, para reparar a cobertura, razão pela qual houve pais que resolveram se envolver e pagar pelo desmonte.

Leia mais: Caiu o teto de escola que ocupa a prioridade 86 para MEC

"Não somos ingratos, somos gratos porque vêm doações para nossa escola, mas que seja feito como corresponde nada mais", reclamou a senhora em entrevista para Telefuturo.

Em contato com Última Hora, a atual diretora da escola, Rossana Maidana, contou que a mencionada cobertura foi inaugurada em março de 2025. "Foram recebidas transferências de gratuidade para a instituição para o reparo de todo um pavilhão da instituição", contou, e recordou que anteriormente existiam três salas com risco de desabamento. Em uma delas vivia uma das faxineiras.

Em 2016, algumas telhas caíram do teto do pré-escolar. Desde então, a escola registra problemas de infraestrutura, segundo a anterior diretora, Norma Portillo.

"Chegou o desembolso para o reparo total daquele pavilhão, e também para o reparo total do telhado da instituição, de todos os pavilhões, mas eu não tinha necessidade de reparar o telhado, porque tinha goteiras específicas em algumas salas. Era usar dinheiro em algo que não era necessário", explicou a diretora Maidana.

Por tal motivo, resolveu-se que, em lugar de tirar telhas em boas condições e renová-las, se construísse a cobertura. A estrutura, após se manter de pé por pouco mais de um ano, desabou depois que se registrou um temporal entre 14 e 15 de abril.

A diretora informou sobre a situação através dos canais correspondentes. O local foi cercado com uma barreira, e o tempo passou, à espera de que o Ministério da Educação e Ciências (MEC) realizasse o reparo.

"A ideia era justamente conseguir novamente fundos para que desde o departamento de infraestrutura pudessem desembolsar outro montante para o reparo da mesma cobertura. Se eu desmontasse antes, isso era voltar a construir do zero o que agora se tem", explicou a diretora.

Maidana, fazendo eco das informações manejadas pelos pais, respondeu que a cobertura teria um custo de G. 150 milhões, mas afirmou que não conhecia com certeza o montante total da estrutura.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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