As Cataratas do Iguazu desencadeiam sua força com aumento de vazão
As chuvas intensas na bacia do rio Iguazu elevaram a vazão das Cataratas para mais de três vezes seu volume habitual. A Garganta do Diabo e os demais saltos oferecem uma postal imponente enquanto os organismos de controle monitoram o comportamento do rio que tende a ser constante este ano, atendendo aos prognósticos de chuvas pelo fenômeno El Niño.
As Cataratas do Iguazu voltaram a mostrar no fim de semana toda sua potência, com uma vazão estimada em 6,45 milhões de litros por segundo.
Os passeios e circuitos turísticos continuam sendo implementados sem restrições, mas o espetáculo que podem ver os turistas é inusitado pelo aumento da vazão.
O volume supera amplamente os registros habituais. A vazão considerada normal para as Cataratas situa-se entre 1,5 e 1,8 milhões de litros por segundo, portanto atualmente o rio transporta mais de três vezes o volume médio.
O incremento começou em meados da semana passada, após as chuvas intensas registradas na bacia do rio Iguazu, que atravessa a zona fronteiriça entre Brasil e Argentina.
A força da água transforma a paisagem dos 275 saltos que conformam as Cataratas, com impacto especial na Garganta do Diabo, onde o estrondo, a bruma e o volume de água geram uma das postais mais espetaculares do principal atrativo natural da região.
O volume registrado neste sábado ocorre após vários dias de cheia extraordinária. Em jornadas anteriores, a vazão chegou a superar os 8,3 milhões de litros por segundo, enquanto outro registro recente a situou em aproximadamente 7,4 milhões de litros por segundo, mais de quatro vezes a média histórica.
O comportamento do rio é monitorado de maneira permanente pela equipe técnica de Urbia+Cataratas e do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que avaliam as condições das Cataratas e o nível do rio em tempo real, no lado brasileiro.
Apesar do elevado volume de água, o corredor de acesso que permite contemplar a Garganta do Diabo permanece habilitado para os visitantes, de acordo com os dados fornecidos para esta jornada.
A cheia está vinculada ao elevado nível de precipitações registrado na bacia do Iguazu. Os prognósticos para os próximos meses antecipam uma maior quantidade de chuvas na região da Tríplice Fronteira devido à influência do fenômeno climático El Niño, o que poderia favorecer novos aumentos da vazão.
As Cataratas já haviam registrado importantes cheias durante este ano, incluindo uma em junho e outra em julho. O comportamento atual lembra além disso o episódio registrado em maio de 2024, quando a vazão superou inicialmente os 8 milhões de litros por segundo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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