Quinta, 04 de Junho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Paraguai

Arquitetos denunciam entraves na gestão de licenças na Prefeitura de Assunção porque funcionários 'não comparecem'

Profissionais do setor privado levam reclamação à Câmara Municipal; concejais apontam ausências de servidores e possível 'máfia' administrativa

04/06/2026 04:45 4 min lectura 21 visualizações
Arquitectos denuncian trabas en gestión de licencias en Comuna de Asunción porque funcionarios "no aparecen"

Um grupo de arquitetos e engenheiros particulares levou hoje sua reclamação ante a Câmara Municipal de Assunção. Denunciaram que funcionários ausentes e diretorias que não despacham atrasam a expedição dos trâmites durante meses, impedindo cobros que beneficiariam os cofres municipais. Vários vereadores apoiaram a denúncia e exigiram medidas imediatas.

A denúncia realizada pelos profissionais da construção do setor privado já era, segundo vários vereadores, um segredo conhecido: gestores e profissionais levam meses sem conseguir obter licenças comerciais, autorizações de placas nem habilitações para seus clientes, porque os funcionários encarregados de assinar os documentos simplesmente não se apresentam para trabalhar, referiram os denunciantes.

Bruno Clemente Martínez, que se identificou como porta-voz do grupo, entregou 18 cópias da denúncia aos vereadores presentes e fez um apelo direto: "Estamos reclamando que não estão conseguindo obter licença comercial, placas nem habilitações os gestores para os arquitetos que trabalham no setor privado. Mais habilitações aprovadas é mais dinheiro para a Prefeitura de Assunção", expressou o trabalhador.

O contratista apontou que a pessoa encarregada de visar os trâmites "estava de licença ou nem sequer se apresentava". O dado não surpreendeu os vereadores. A vereadora Fiorella Forestieri leu no recinto uma mensagem que havia recebido de um contribuinte afetado: "Desde janeiro que vou todos os dias à Prefeitura e o pior é que vence já em 14 de junho. Eu tenho a senha, mas este senhor que está de férias tem que assinar, e todas as vezes que vou me dizem que está de férias. Uma vergonha da Prefeitura".

O vereador Álvaro Grau foi um dos mais categóricos no debate. Advertiu que a situação vai além da ineficiência administrativa. "O pior é que as pessoas que teriam que denunciar isto têm medo de se ver prejudicadas em toda a instituição. Que se tome este tipo de represálias deixa uma mensagem quase mafiosa: a quem se atreva a abrir a boca, vamos ir contra esse...", apontou.

Grau também denunciou um tratamento desigual entre contribuintes: enquanto quem tenta regularizar sua situação encontra obstáculos intransponíveis, outros, como uma imobiliária localizada em zona residencial proibida, obtiveram licenças provisórias sem que ninguém controlasse nada. "Quem quer tramitar tem medo de denunciar", resumiu.

O vereador Pablo Callizo foi ainda mais contundente ao apontar as causas do problema. Indicou que em várias diretorias da instituição existe o que chamou de "uma máfia" que teria se intensificado no período pré-eleitoral.

"Estão querendo recaudar por fora para a campanha e não estão recaudando para o que se precisa", afirmou, e anunciou que fará o acompanhamento correspondente "até que caia esta máfia".

O vereador Humberto Blasco propôs uma possível solução: que a Mesa Diretora encarregue à Prefeitura a designação imediata de um encarregado de despacho que possa assinar os expedientes pendentes.

"Uma instituição não pode parar porque um funcionário esteja de férias, esteja doente ou tenha morrido. Aqui há uma responsabilidade que recai no prefeito municipal", sustentou.

Blasco também antecipou o que poderia ocorrer se a situação não se corrigir: "Você sabe o que vai acontecer com o próximo capítulo deste filme? O aperto. Vão chegar os inspetores e vão dizer: ah, você não tem sua licença, você não tem sua habilitação. Por cima e por baixo, aperto. Sem precisar identidades".

Por sua vez, a vereadora Rosanna Rolón recordou que o problema já havia gerado também a mobilização do setor notarial. Tabeliães da capital "formaram seu próprio protesto" para reclamar sobre a excessiva burocracia que traba seus trâmites na instituição.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.