Ministro pede penas mais duras e fim do criadazgo após morte de criança jóquei em Caaguazú
Walter Gutiérrez lamenta trágica morte de menino de 8 anos em corrida clandestina de cavalos
O ministro da Infância, Walter Gutiérrez, lamentou a morte de uma criança de oito anos que participava como jóquei em uma corrida clandestina de cavalos no distrito de Doctor Cecilio Báez, Departamento de Caaguazú, e sugeriu a apresentação de leis mais rigorosas para punir essas práticas.
"É terrível que ainda hoje isso esteja acontecendo. A utilização de crianças para corrida de cavalo continua totalmente naturalizada", expressou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.
Gutiérrez se mostrou a favor da penalização do criadazgo ao qual considerou uma "maldita má prática" que continua vigente em nosso país.
"Queremos que seja penalizado. Vemos como necessário. Vamos apresentar novamente o projeto de lei", afirmou Gutiérrez, fazendo referência ao projeto que foi rejeitado no Congresso.
O secretário de Estado lamentou que no caso da criança jóquei a exploração laboral era conhecida e aceita inclusive pelos pais do pequeno.
"Os próprios pais estavam cientes e ocultando essa situação após o ocorrido", afirmou.
Recordou que o trabalho infantil nestas condições é considerado uma das 20 piores formas de exploração e insistiu que "manusear gado maior está estabelecido como uma das piores formas de trabalho infantil".
O ministro pediu uma investigação minuciosa da Promotoria para que esse fato seja totalmente esclarecido.
"Queremos que isso seja exemplar e que se esclareça. O primeiro que pedi foi que se constituam na casa da família, porque aparentemente há outras crianças vivendo nesse círculo", concluiu.
A criança Tiago Joseu Recalde Vera, de 8 anos, desempenhava-se como jóquei (cavaleiro ou montador a cavalo) de um dos exemplares em uma competição que se realizou no sábado passado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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