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Economia

ARP alertou que a queda do dólar limita a rentabilidade e a reinversão ganadera

20/07/2026 21:15 3 min lectura 10 visualizações

A queda do tipo de câmbio se converteu em um fator de preocupação para a cadeia cárnica paraguaia, devido a que reduz a conversão dos ingressos gerados pelas exportações e limita a rentabilidade do produtor primário.

O presidente da Associação Rural do Paraguai (ARP), Daniel Prieto, abordou o impacto da apreciação do guaraní durante seu discurso na inauguração oficial da Expo Paraguay 2026.

"Existe um tema que hoje preocupa profundamente toda a cadeia cárnica: a perda de competitividade derivada do tipo de câmbio", manifestou.

Prieto reconheceu que os valores internacionais da carne atravessam um cenário historicamente favorável, uma condição que gera maiores ingressos de divisas para o país e sustenta o interesse dos principais mercados compradores.

Porém, alertou que esse contexto externo positivo não se traduz completamente na rentabilidade dos estabelecimentos ganaderos. "É certo que hoje desfrutamos de preços internacionais da carne historicamente altos. Contudo, esse bom momento não se reflete plenamente na rentabilidade do produtor devido à apreciação do guaraní frente ao dólar", indicou.

A cadeia cárnica obtém a maior parte de seus ingressos em dólares, devido à sua forte orientação exportadora. Não obstante, uma proporção significativa dos gastos produtivos se paga em guaraníes.

Entre os principais custos se encontram os salários, combustíveis, serviços, manutenção de infraestrutura, impostos, investimentos e insumos utilizados diariamente nos estabelecimentos. "Quando o tipo de câmbio cai, cada dólar exportado se converte em menos guaraníes, enquanto que esses custos permanecem iguais ou até continuam aumentando", explicou Prieto.

De acordo com a visão do presidente da ARP, o produtor primário termina absorvendo uma parte relevante da perda de competitividade, o que reduz seus margens e limita sua capacidade para realizar melhorias nos campos.

"O maior impacto termina se trasladando ao produtor primário. É ali onde se absorve uma parte importante da perda de competitividade, afetando diretamente a rentabilidade e a capacidade de reinvestir", afirmou.

Prieto solicitou que a competitividade exportadora seja considerada um componente central da política econômica, levando em conta o peso que a produção e as exportações têm na geração de divisas, emprego e investimentos.

"Um país que aposta por produzir, exportar e gerar divisas não pode permitir que o peso da perda de competitividade recaia, quase exclusivamente, sobre quem produz a matéria-prima", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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