Argentina inicia investigação sobre empresas vinculadas a projetos petrolíferos nas Ilhas Malvinas
Argentina investigará possíveis vínculos entre 45 entidades e projetos para a exploração de hidrocarbonetos em torno das Ilhas Malvinas, o arquipélago no Atlântico Sul cuja soberania é disputada entre Londres e Buenos Aires, segundo comunicado da presidência.
O anúncio ocorre após o presidente Javier Milei destacar em um discurso que existem "ventos de mudança favoráveis" para a reivindicação argentina sobre as Malvinas e anunciar sanções mais severas para qualquer projeto petrolífero em torno do arquipélago.
O comunicado presidencial não identificou de maneira específica as entidades sancionadas, embora segundo meios argentinos, entre elas se encontrem empresas procedentes do Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Países Baixos e Israel.
"Será iniciado o procedimento sancionatório não somente contra empresas que estariam levando adiante ilegitimamente atividades hidrocarboníferas em nossa plataforma continental, mas também contra seus acionistas e empresas que lhe prestaram serviços", indicou o comunicado oficial.
Contexto histórico
As Ilhas Malvinas, localizadas a 600 km da Argentina e administradas pelo Reino Unido, foram cenário de um conflito bélico em 1982. Este enfrentamento resultou na rendição do então governo argentino após 74 dias de hostilidades, durante os quais perderam a vida 649 argentinos e 255 britânicos.
Postura política internacional
O endurecimento da postura de Milei a respeito das Malvinas, tema de importância central na identidade nacional argentina, ocorreu dias após uma aparente mudança na posição de seu aliado, o presidente norte-americano Donald Trump, sobre o assunto.
"Sempre reviso todas as posturas. Esta é uma delas", declarou Trump na segunda-feira, sem fornecer maiores detalhes, em referência à postura de neutralidade que tradicionalmente mantém os Estados Unidos sobre as Ilhas Malvinas, denominadas Falklands pelos britânicos.
Em resposta ao discurso de Milei, o Reino Unido reafirmou na sexta-feira que as ilhas "são britânicas e continuarão sendo, porque essa é a vontade avassaladora de seus habitantes" e que seu compromisso com o arquipélago é "inquebrantável".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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