Aprovam criação de juizados em distritos de Caaguazú e adiam aumento para a CSJ
A Câmara dos Deputados, em sessão ordinária, concedeu aprovação a um projeto de lei "Que cria juizados, promotorias, defensorias e sindicância no distrito de Yhú, Departamento de Caaguazú".
A proposta legislativa busca estender o Poder Judiciário e, por sua vez, aproximar a justiça dos distritos de Yhú, Vaquería e San Joaquín, no Departamento de Caaguazú.
Segundo explicou o deputado David Jara, a iniciativa pretende assentar em uma sede própria do Poder Judiciário, através do Juizado de Primeira Instância, um juiz penal de garantias e penal adolescente; um juiz Civil, Comercial e do Trabalho; e um juiz da Infância e da Adolescência.
Assim também, reforçam outra instituição jurisdicional, neste caso o Ministério Público. Ali, o documento estabelece a criação de cargos para dois agentes do ministério público penais, e um agente do ministério público Civil, Comercial, da Mulher, e da Infância e da Adolescência. Do Ministério da Defesa Pública, três defensores públicos para todos os foros.
Igualmente, da Sindicância Geral de Falências, um agente síndico, que seria o primeiro fora de Asunción.
"O Paraguai é um Estado descentralizado; se descentralizamos a Justiça também fazemos com que seja mais rápida, mais expeditiva, mais econômica e, sobretudo, mais justa", manifestou o deputado Jara.
Por sua parte, o deputado Miguel Del Puerto expressou o apoio à iniciativa por parte da bancada A do movimento Honor Colorado, considerando a importância da descentralização da Justiça para o interior do país.
"O Departamento de Caaguazú é um departamento muito grande territorialmente falando, e dificulta muito de repente o deslocamento para litigar", mencionou o legislador.
De acordo com os dados, o último censo estima que os três distritos mencionados concentram uma população aproximada de 70.000 habitantes, com numerosas problemáticas que requerem respostas imediatas.
Finalmente, o documento recebeu o apoio do plenário e será remetido à Câmara de Senadores para sua análise e consideração.
A proposta de ampliação ascende à soma de G. 1.950.041.505 (guaranis mil novecentos e cinquenta milhões quarenta e um mil quinhentos e cinco), e segundo se indicou tem por objeto dotar dos recursos necessários a Corte Suprema de Justiça para dar cumprimento à Lei N° 7422/2024.
Cabe recordar que de acordo com a análise do orçamento aprovado, a Corte dispõe de um montante de G. 1.916.652.520.343 para este ano.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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