Alliana aponta para Leite e desafia críticos de Peña a sair para fazer campanha
Vice-presidente reclama que dirigentes colorados façam 'tours de mídia' em vez de apoiar candidatos no interior
O vice-presidente da República, Pedro Alliana, lançou uma mensagem dura contra os dirigentes colorados que questionam publicamente o governo de Santiago Peña e lhes cobrou que, em lugar de realizar "tours de mídia", saiam a percorrer o interior do país para respaldar os candidatos da ANR visando às eleições municipais.
Embora tenha evitado mencionar diretamente o senador Gustavo Leite, deixou claro que sua mensagem era dirigida aos referentes que vêm sendo críticos com a gestão do Executivo.
"Hoje precisamos que essas pessoas que falam muito bem pelos meios de comunicação, que têm tempo de fazer tours de mídia, possam sair um pouco a fazer um tour pelo interior da República para apoiar os candidatos", afirmou Alliana, quando consultado se se referia a Leite, um dos senadores do cartismo que vêm questionando o Governo.
O vice-presidente evitou dar nomes e respondeu: "Eu não vou falar de pessoas em particular". Porém, rematou: "Quem quer se colocar o sapato, que se coloque".
Alliana também rejeitou os questionamentos sobre uma eventual divisão dentro da Honra Colorado e pediu observar os sinais dos principais referentes do movimento. "Eu digo que olhemos os discursos, as fotos do presidente do partido, do líder do movimento Honra Colorado, do presidente da República", assinalou.
Nesse contexto, minimizou o impacto político do recente chamado de atenção de Horacio Cartes a Peña a respeito da crise sanitária. "Isso não quer dizer que haja divisão", afirmou.
Consultado sobre a postura de Nicanor Duarte Frutos, que propôs que Peña deveria se afastar das derrotas ou fracassos do Executivo, Alliana foi categórico em rejeitar essa possibilidade.
"Eu sou parte do Executivo. Não estou de acordo com as declarações do presidente da República. Eu sou parte do Executivo", sustentou. Afirmou que continuará fazendo reclamações e sugestões a Peña, inclusive publicamente, mas sem se afastar da gestão.
"Santiago Peña é um companheiro meu, assim como um companheiro do presidente do Partido Colorado. E sou parte deste governo com seus erros, com seus acertos", manifestou.
Seu principal reclamo, segundo disse, está relacionado atualmente com a saúde. Embora tenha defendido os investimentos realizados pelo Governo, reconheceu que ainda existem falências e reivindicações pendentes para os médicos.
"Claro que faltam reivindicações. Estamos trabalhando nisso e vamos cumprir. Mas ainda falta. Eu tenho consciência de que ainda falta", expressou. Alliana assegurou também que mantém seu respaldo à ministra de Saúde, María Teresa Barán, e sustentou que não se pode "soltar a mão" dela enquanto contar com o respaldo de Peña.
O vice-presidente também defendeu seu papel como elo entre o Executivo e o Congresso para buscar recursos que permitam atender os reclamos de médicos, enfermeiros e docentes.
Sustentou que se devem realizar cortes aos gastos supérfluos, mas sem afetar o funcionamento de instituições essenciais. Nesse ponto, pediu que o Congresso seja o primeiro a dar o exemplo.
"Se vamos começar pelos cortes, devemos começar pelo Congresso Nacional", afirmou, e mencionou como possíveis áreas de ajuste as viagens, as recategorizações e os contratos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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