Afara pediu a Bachi acelerar aprovação de lei de emergência no IPS
Ao final da reunião da Mesa Diretora da Câmara Alta, o senador dissidente Juan Afara solicitou ao presidente do Congresso, Basilio Núñez, que ativem os mecanismos necessários para abordar o projeto que declara emergência a situação do Instituto de Previdência Social (IPS).
"Terminou a Copa do Mundo e vem o problema dos medicamentos. Morre gente. Continuamos dando voltas. Pediria sua gestão para conversar com os demais poderes do Estado. Vamos sacar o dinheiro e vamos buscar uma forma rápida de que a gente receba solução. O povo está cansado", expressou ao mesmo tempo em que apontou que os segurados atualmente não conseguem obter medicamentos básicos como aspirina.
"É muito importante. É praticamente dar as condições, é uma ponte para que o presidente e a Mesa Diretora do IPS tenham o dinheiro necessário para comprar os medicamentos que o povo tanto reclama", afirmou.
Consultado sobre os motivos pelos quais o projeto ainda não é estudado, Afara disse desconhecer as razões, porém insistiu que deveria receber prioridade por se tratar de um problema que afeta diretamente a saúde dos segurados.
"Gostaria que a isso se dê toda a atenção, porque se trata da gente, da saúde e da vida das pessoas", expressou.
O legislador explicou que a proposta contempla que o Estado cubra a dívida histórica correspondente ao aporte para saúde, equivalente a 39%, por meio de uma emissão de bônus. Segundo indicou, esses recursos seriam colocados à disposição do IPS para garantir o abastecimento de medicamentos enquanto a instituição continua com seus processos de licitação e reorganização.
Afara esclareceu que a medida teria caráter transitório. "É uma ponte. Paralelamente, o Instituto pode continuar fazendo todos seus chamados e se organizar durante esse ano", apontou.
Da mesma forma, sustentou que a disponibilidade de recursos também permitiria avaliar a capacidade de gestão das autoridades do IPS. "Vamos ver se verdadeiramente são capazes de comprar mais barato, em melhores condições e fazer render mais o dinheiro", manifestou.
Quanto à viabilidade técnica da iniciativa, indicou que o Ministério da Economia e Finanças (MEF) ainda não emitiu parecer. "Não tenho uma resposta do Ministério da Economia. Evidentemente ninguém ainda se aprofundou no projeto", afirmou.
O senador pediu acelerar o tratamento da proposta e exortou o presidente do Congresso a realizar as gestões necessárias para destravar o debate.
"Espero que esta semana se mova um pouco mais. Não se trata de um setor político, mas da necessidade real que existe na rua. Eu quero uma solução para o povo", manifestou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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