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Paraguai

Advogado ayoreo questiona Yankiguayo e avisa que tenta chegar a grupo em isolamento

04/08/2026 14:00 2 min lectura 16 visualizações

Tagüide Picanerai, advogado do povo Ayoreo Totobiegosode, fez uma publicação no Facebook na qual manifestou sua preocupação pelas atividades que, segundo sustenta, realiza Nathan Seastrand, mais conhecido como Yankiguayo, no território do Chaco e com comunidades indígenas.

Entre seus questionamentos, o advogado apontou que uma fotografia de seu avó teria sido tirada anos atrás e posteriormente utilizada e divulgada em redes sociais sem que, conforme afirma, houvesse autorização da família.

"Na imagem vê-se meu avó", expressou Picanerai, que pôs em dúvida que tenha sido solicitada permissão para obter ou posteriormente divulgar a fotografia.

Também sustentou que essa mesma imagem continua disponível nas redes sociais da pessoa questionada, apesar de afirmar ter solicitado anteriormente sua remoção.

O advogado advertiu que Yankiguayo tenha como objetivo buscar contato com os Ayoreo Totobiegosode que permanecem em isolamento voluntário, e sustentou ainda que haveria câmeras armadilha instaladas em comunidades de seu povo com a intenção de conseguir imagens dos silvícolas.

Contudo, não é a primeira vez que Picanerai realiza esse tipo de denúncia pública contra o criador de conteúdo, que até o momento não se pronunciou a respeito, já que dias atrás também foi apontado por um youtuber lituano, que dedicou uma hora de um vídeo no Youtube para descrever situações similares.

Picanerai também se referiu ao impacto que esse tipo de situações gera em sua família. Em um comentário posterior recordou seu avó como "um sábio que nos ensinou de tudo" e lamentou que sua imagem continue sendo utilizada após seu falecimento.

"Ninguém o respeita, nem pode descansar em paz", manifestou.

O advogado vinculou além disso sua preocupação com as consequências históricas que o contato com pessoas externas teve para integrantes do povo ayoreo.

Relatou que um de seus tios sofreu tuberculose durante anos e posteriormente faleceu, situação que Picanerai atribuiu a consequências derivadas do contato.

O caso volta a colocar em discussão a necessidade de extremar os mecanismos de proteção dos povos indígenas em isolamento voluntário, particularmente frente a qualquer tentativa de aproximação, registro fotográfico ou audiovisual que possa vulnerar sua decisão de permanecer sem contato.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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