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Acidente no Brasil: "Há meninas que vão precisar de ajuda", afirma mãe sobrevivente

19/07/2026 23:00 3 min lectura 29 visualizações

Sonia Fonseca (43), mãe de uma das alunas da Academia Bethania, que acompanhou sua filha de 16 anos no ônibus que sofreu o acidente no Brasil, espera que a empresa de transporte envolvida no acidente se responsabilize pelas vítimas.

"Oxalá que a empresa nos ajude, principalmente as famílias que ficaram com sequelas bem graves porque há meninas que vão precisar de ajuda", manifestou em declarações ao El Faro noticias.

Ambas estão no grupo de sobreviventes que retornou ao país, mas também sofreram lesões severas. "Graças a Deus, estamos com alguns ossos quebrados, mas pelo menos vivas", exclamou. Tanto ela quanto sua filha têm golpes e fraturas. "Eu tenho a clavícula quebrada e golpes no ombro. Minha filha tem a perna muito golpeada, tem uma ferida muito profunda porque entrou um pau", referiu.

Também se referiu ao momento do acidente. "Voltávamos felizes e contentes e em um trecho muito íngreme houve um barulho. Nesse sentido, lembrou que "de uma grande alegria passamos para a tristeza", expressou. Sentiram uma frenagem de golpe e depois "já demos uma volta e meia, voavam as coisas, a gente gritava, eu estava presa entre os assentos", relatou.

Sonia Fonseca, mãe de uma das bailarinas da Academia Bethania. Ambas sobreviveram ao acidente, mas têm lesões. Foto: Gentileza

Depois, se deram conta da cena terrível. "Comecei a gritar pela minha filha. Graças a Deus estava bem. Consegui sair. Ao sair nos damos conta da situação. Algumas voaram a metros do parabrisa. Encontramos a menina falecida. Tentamos ajudar, mas já não se podia. Havia gente presa embaixo, gritos, algo inexplicável", detalhou.

"Ficamos com medo"

Demoraram aproximadamente 40 minutos a uma hora para receber ajuda dos socorristas devido a que estavam em um lugar bem afastado e não tinham boa sinal. Conseguiram avisar os bombeiros com ajuda de alguns motociclistas. "Enquanto isso, nos ajudávamos entre nós", contou.

Depois, foram ao hospital e após receberem alta voltaram ao país por seus próprios meios. Após a experiência terrível vivida, continuam em estado de choque. "Ficamos com medo de viajar em ônibus coletivo, minha filha principalmente", mencionou.

Por outro lado, destacou a ajuda dos brasileiros em um momento tão difícil. "Foi impressionante como nos ajudaram. Nos deram comida, inclusive nos ofereceram apoio psicológico no hospital", especificou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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