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Paraguai

Ypyta: JEM avaliará processar Rivas por mau desempenho

24/07/2026 07:45 3 min lectura 10 visualizações

Na sessão do jurado foram colocadas a conhecimento as publicações que denunciam presuntas irregularidades do magistrado Édgar Rivas.

O Jurado de Enjuiciamento de Magistrados (JEM) tomou conhecimento da presunta atuação irregular que teria cometido o juiz em matéria civil e comercial de Assunção, Édgar Rivas, no expediente intitulado "Ypyta SA Imobiliária, Ganadera e Comercial sobre convocatória de credores", onde assinou um título de propriedade apesar de ainda não corresponder fazê-lo.

Agora, os membros do JEM, Alicia Pucheta, Enrique Berni, Manuel Ramírez, César Garay, Pedro Díaz Verón e Mario Varela, Alejandro Aguilera e Diego Candia, deverão esperar até 21 de agosto para poder iniciar de ofício a investigação por presunto mau desempenho em suas funções contra o juiz Rivas, devido à cadeia de irregularidades cometidas no referido expediente judicial.

O Jurado de Enjuiciamiento decidiu tomar conhecimento ante a série de publicações jornalísticas do jornal La Nación, que se fez eco das presuntas e arbitrárias irregularidades cometidas pelo juiz Rivas no julgamento civil mencionado. Caso o JEM decida iniciar a investigação, poderia processar e solicitar a suspensão em suas funções do magistrado Rivas.

AS IRREGULARIDADES

Dias atrás, a advogada Patricia Rebollo, representante legal de Ypyta, afirmou estar surpresa pela atuação do juiz Rivas sobre a assinatura do título de propriedade, pelo fato de que o referido magistrado não intimou a empresa Ypyta nem ao síndico de falências para realizar tal ato.

Rebollo afirmou: "O fato de que o juiz não tenha intimado a empresa Ypyta para poder assinar a transferência do imóvel em litígio poderia causar lesões aos direitos processuais e lesões à propriedade que possui a empresa que represento". Foi categórica ao esclarecer que "todas as atuações que se realizem no presente julgamento civil devem ser comunicadas à empresa Ypyta porque a mesma foi reabilitada legalmente".

JUIZ FOI INDICADO PARA CÂMARA

O criticado juiz Édgar Rivas integra uma terna para o cargo de membro do Tribunal de Apelação em matéria Civil e Comercial, Segunda Sala da Capital, junto com o camarista Carlos Escobar e Amy Lezcano. Entretanto, o magistrado acumula severas críticas por sentenças judiciais proferidas presumivelmente à margem da lei. Em seu momento, Rivas também ordenou o leilão da estância Cielo Azul, pertencente ao presunto narcotraficante Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeza Branca.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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