Yambay sobre a exportação de carne ovina: "O negócio e o financiamento estão, agora falta produzir mais"
A primeira exportação de carne ovina paraguaia para os Emirados Árabes Unidos marcou um fato histórico para o setor, mas para Mustafá Yambay o verdadeiro desafio começa agora. Após mais de duas décadas de trabalho para posicionar a ovinocultura nacional, o referente considera que a abertura dos mercados internacionais deve transformar-se no motor que impulsione o crescimento dos rebanhos comerciais e permita consolidar uma nova cadeia exportadora para o país.
"Hoje não somente exportamos para um mercado, temos quatro mercados", afirmou Yambay ao referir-se às oportunidades que se abrem para o Paraguai com Emirados Árabes Unidos, Israel, Uzbequistão e Singapura, destinos que em conjunto representam uma população superior a 70 milhões de habitantes e que poderiam transformar-se em uma plataforma para chegar a outros mercados da Ásia.
Para o empresário, a habilitação comercial representa a confirmação de que a carne ovina paraguaia tem espaço no mundo, mas também deixa à descoberto uma realidade que o setor deverá enfrentar rapidamente: a escassez de animais para abastecer a demanda.
"A realidade é que levou muito tempo juntar os 12.000 quilos que estão sendo enviados. Isso nos demonstra que não temos a quantidade suficiente de ovinos", sustentou.
Segundo seu entendimento, o objetivo principal desta nova etapa deve ser acelerar o crescimento do rebanho comercial paraguaio. Considera que a exportação deve transformar-se em um sinal para que mais produtores incorporem o ramo dentro de seus estabelecimentos e para que aqueles que já trabalham com ovinos aumentem escala e profissionalizem seus sistemas produtivos.
"O que nós realmente precisamos é produzir. Que se produza ovino em todos os lugares", enfatizou.
Yambay entende que o Paraguai conta com condições excecionais para o desenvolvimento da atividade. Destacou que o ovino permite gerar mais quilos de carne por hectare, aproveitando a capacidade dos ruminantes menores para transformar pastagens em proteína de alto valor.
"Hoje a espécie ovina soma-se a uma das que produz o Paraguai para o mundo. Temos a terra, temos os campos e temos a oportunidade de converter pasto em carne premium", sinalizou.
No entanto, para capturar essa oportunidade considera indispensável aumentar rapidamente o estoque nacional. Nesse sentido, defendeu a necessidade de trabalhar em duas frentes de maneira simultânea: potencializar a produção local e facilitar a incorporação de genética e matrizes provenientes de outros países da região.
"Temos que apontar para os dois canais. Crescer muito com o rebanho existente e abrir a possibilidade de importar matrizes para aumentar o rebanho comercial o mais rapidamente que se pueda", afirmou.
Segundo explicou, a falta de volume não somente limita as exportações, mas também o desenvolvimento do mercado interno. Atualmente, muitos operadores encontram...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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