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Paraguai

Vizinhos temem transbordamento do arroio Ferreira e cobram obras ao MOPC

15/05/2026 10:45 3 min lectura 0 visualizações
Vecinos temen desborde del arroyo Ferreira y reclaman obras al MOPC

Nos bairros Republicano e Roberto L. Petit de Assunção, mais de 150 famílias vivem na incerteza devido ao perigo que representa outro possível transbordamento do arroio Ferreira, situação que se registrou no domingo 3 de maio e que obrigou o deslocamento dos moradores para zonas afastadas de suas residências.

Última Hora visitou a zona na 33 Projetada e República Francesa, onde se encontra uma habitação à beira do barranco sobre o arroio Ferreira. A apenas 50 metros deste local, a Escola e Colégio Nacional Dr. Ignacio A. Pane também corre risco se a situação não for contida.

Ruth Amarilla, vizinha da zona, descreveu o momento que os moradores atravessaram no passado domingo devido ao transbordamento do leito. Contou que houve casas que desabaram e que várias famílias tiveram de se deslocar porque não tinham mais onde ficar.

Com relação à habitação localizada à beira do barranco, sobre o arroio, Amarilla advertiu que a estrutura também corre risco de desabar. Profundas fissuras atravessam as paredes da cozinha e no local se observa que os vizinhos colocaram chapas de metal contra a base da parede externa da casa.

Os habitantes explicaram que essas chapas se colocam para que a água da chuva não golpeie diretamente a terra e acelere o desabamento, dado que essa zona já não tem suporte firme.

Esta situação alarma ainda mais considerando que um dos habitantes já caiu na vala no início deste ano, situação que obrigou os vizinhos a chamar os bombeiros para resgatá-lo.

Como explicou Amarilla, o fluxo do arroio que passa pela zona provém da área do Mercado 4, passa pelo bairro São Vicente e desemboca no rio Paraguai. Durante as tempestades, o nível da água aumenta consideravelmente, alcançando alturas de até 17 metros e arrastando tudo em seu caminho.

Após o transbordamento registrado no início do mês, numerosos moradores de Roberto L. Petit foram deslocados para lugares como Ypané ou Villa Elisa. Para contornar esta situação, as distintas comissões de vizinhos reivindicam há mais de 10 anos que se realizem obras para conter a água.

Nós sempre dissemos, não é muro de contenção, mas gabiões o que precisamos, porque os muros, se não estão construídos como corresponde, essa altura que tem o arroio, quando aumenta de nível, não nos vai servir
, explicou Amarilla.

Devido à dificuldade e complexidade da obra, a Municipalidade encaminhou o caso ao MOPC para que esta instituição se encarregue das construções. Amarilla ressaltou que os moradores continuam aguardando uma resposta da instituição sobre o cronograma das intervenções necessárias.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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