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Internacional

EUA ameaça Irã com isolamento econômico por conflito no Estreito de Ormuz

14/08/2026 08:15 3 min lectura 16 visualizações

O secretário estadounidense do Tesouro, Scott Bessent, ameaçou o Irã na quinta-feira com um isolamento econômico "como o mundo nunca viu", sinalizando o endurecimento das medidas de Washington, que no início de agosto prometia um acordo iminente para reabrir o Estreito de Ormuz. Esta nova escalada verbal ocorre enquanto a guerra, desencadeada no final de fevereiro pela ofensiva estadounidense-israelita contra a república islâmica, se aproxima de seu sexto mês.

"Será uma combinação de isolamento econômico como o mundo nunca viu", declarou Scott Bessent à rede de televisão conservadora Newsmax, sem fornecer mais detalhes. Acrescentou que "o bloqueio contínuo no Estreito de Ormuz impedirá que qualquer coisa entre ou saia dos portos iranianos".

O tom mudou em questão de dias. Em 4 de agosto, o mesmo Bessent mencionou um possível acordo com Teerã "hoje ou amanhã" para reabrir essa passagem estratégica do comércio mundial de hidrocarbonetos. "Temos conversas muito boas", afirmou nesse mesmo dia o presidente Donald Trump, ao garantir que o Irã queria alcançar um arranjo.

Estas declarações tranquilizadoras fizeram Wall Street subir e os preços do petróleo caírem, embora as negociações estejam em ponto morto.

Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um protocolo de acordo, mas este entrou em colapso no início de julho e, desde então, Trump tem dificuldade em encontrar uma saída diante das exigências drásticas do poder iraniano, curtido há anos na arte da negociação.

Trump afirmou em 1º de agosto que qualquer acordo deveria incluir a abertura "completa e total" de Ormuz e "o fim da ameaça nuclear iraniana". Mas agora, o presidente estadounidense parece privilegiar uma abordagem mais prudente, baseada na pressão econômica.

Ponto de fricção

No terreno, o Estreito de Ormuz, por onde transitava antes da guerra um quinto do petróleo mundial, continua sendo o ponto de fricção mais candente.

Na prática, a passagem está fechada pelo Irã. Teerã exige aos navios uma autorização e quer impor a longo prazo taxas de serviço, algo que Washington rejeita.

Agora, com uma mudança de enfoque, as armas nucleares, a principal razão que Trump apresentou para ir à guerra junto com Israel, ficaram em segundo plano.

"O objetivo número um: manter o petróleo e o gás baratos para os estadounidenses em todo nosso país", afirmou na quinta-feira o vice-presidente estadounidense, JD Vance, à Fox News.

"E depois, obviamente, o objetivo número dois é garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear", acrescentou.

Bessent, por sua vez, apresentou na quinta-feira a estratégia contra Teerã como a combinação de duas medidas: a asfixia financeira e o bloqueio físico. Citou como comparação Havana e Caracas. "A Venezuela desabou imediatamente quando impusemos o bloqueio", afirmou.

Apenas alguns dias atrás, Trump havia dito que um acordo para reabrir a passagem era iminente. Agora seu governo parece trincheirado, com a diplomacia em pausa enquanto confia que o sofrimento econômico leve o Irã a ceder.

O chefe da diplomacia iraniana, Abás Araqchi, acusou os EUA na quinta-feira de "maus cálculos" relacionados a falhas de inteligência. "Um exemplo: a guerra contra o Irã. Agora, um cálculo ainda mais grave sobre o Estreito de Ormuz", escreveu o chanceler no X.

Fonte: AFP.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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