Vereadores se ausentam e travam envio do balanço de Luis Bello à Controladoria
Apesar de a ordem do dia de hoje incluir uma série de temas importantes para a cidade de Assunção, os vereadores resolveram não ingressar e se ausentaram da sala de sessões. Alguns deles alegaram inclusive que houve edis que "foram ao banheiro" no exato momento em que o vice-presidente, Mariano Cáceres (ANR-HC), levantou a sessão por falta de quórum.
Nesta quarta-feira deveria ser apreciado um parecer da Comissão de Hacienda e Orçamento que "toma nota" do conteúdo da prestação financeira apresentada recentemente pela administração do intendente Luis Bello, que contempla a execução orçamentária do primeiro quadrimestre de 2026.
No mesmo parecer, está incluído um artigo 2 que solicita remeter os documentos à Controladoria Geral da República (CGR), "a fim de que (...) realize o estudo e análise das documentações relacionadas à execução orçamentária" de janeiro a abril deste ano.
Em um terceiro artigo, o parecer encarrega a Intendência de que, por intermédio da Direção de Controladoria Interna, "realize a análise e o parecer correspondente" dos documentos e remeta o resultado desse estudo em prazo de 30 dias, acompanhado de um parecer assinado pelo diretor de Auditoria Interna.
Última Hora tentou se comunicar com o presidente da Comissão de Hacienda, o vereador Miguel Sosa (ANR-HC), mas este não respondeu às consultas.
Fontes da Junta Municipal de Assunção mencionaram que o parecer em questão "desqualifica" um parecer anterior de aprovação incluído na ordem do dia do 6 de maio deste ano, com o qual se buscou aprovar a prestação financeira de 2025. Esse parecer, embora encomendasse uma auditoria externa, recomendava aprovar os documentos sem a assinatura de nenhum auditor e apesar das irregularidades e da má gestão dos recursos, apontadas pela oposição.
"Se você se remete às atas das sessões anteriores, onde foram tratados os informes quadrimestrais, vai ver que sempre se fez notar que os informes não tinham a assinatura do auditor interno. E esse é um elemento-chave na certificação da qualidade da informação. (...) Este parecer, com este conteúdo, com este texto, desqualifica seu próprio parecer de aprovação do último quadrimestre", apontou uma autoridade da Junta.
"O correto era que naquele momento as observações levantadas fossem incluídas no parecer, mas eles (os vereadores governistas) se opuseram a isso", acrescentou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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