Órgão regulador energético deve ser técnico e independente do poder político, aponta especialista
Um marco histórico em política energética
Após a apresentação de propostas executivas para impulsionar a criação de um Ministério de Energia, Minería e Hidrocarbonetos e um órgão regulador para o sistema energético nacional, o especialista Victorio Oxilia destacou a abertura da Mesa Energética Nacional como um acontecimento sem precedentes.
"Foi um marco histórico" porque é a primeira vez que um governo, sua equipe diretiva, o presidente e a maioria de seus ministros ouviram 20 ou 25 especialistas, entre acadêmicos, empresários, ex-parlamentares e até opositores, sobre a visão de ambos os projetos, afirmou o especialista.
Independência técnica como requisito fundamental
A respeito da criação de um órgão regulador, Oxilia enfatizou que "é necessário um órgão técnico independente, tanto do poder político quanto dos agentes econômicos do mercado." Apontou que a atual Administración Nacional de Electricidad não pode exercer simultaneamente funções de juiz e parte na fixação das regras do mercado.
Esta estrutura independente permitiria ao Paraguai atrair maior investimento privado e garantir estabilidade no mercado energético nacional, conforme explicou o especialista.
Oportunidades de investimento e demanda energética
O especialista destacou que durante o encontro multissetorial, o presidente Santiago Peña informou sobre a disponibilidade de 15.000 megawatts de capacidade energética potencial, equivalente a praticamente uma Itaipu completa e mais.
Oxilia apontou que existe grande interesse empresarial no país. "Há muitas empresas interessadas no país que estão pedindo e requerendo energia, e nós não temos como fornecer a energia que estão solicitando." Esta situação representa uma oportunidade concreta de crescimento econômico.
Benefício para toda a sociedade
A respeito da criação de uma pasta estatal dedicada à energia, Oxilia enfatizou que desde uma perspectiva técnica, "o planejamento de fortalecimento institucional é uma proposta positiva onde o país ganha." Esclareceu que não se trata de uma iniciativa que favoreça unicamente uma empresa, um sindicato ou um setor industrial específico, mas que representa um benefício comum.
Próximos passos no processo consultivo
Do Poder Executivo foi informado que dentro de aproximadamente 15 dias está prevista outra cúpula multissetorial. O objetivo é continuar ouvindo opiniões e perspectivas para a construção consensuada de ambas as iniciativas de reforma no setor energético.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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