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Internacional

Venezuela: pelo menos 164 mortos e quase mil feridos por duplo terremoto

Dois potentes sismos atingem o país deixando destruição generalizada, cortes de energia e pánico na população

25/06/2026 14:45 4 min lectura 12 visualizações
Venezuela: al menos 164 muertos y casi mil heridos por doble terremoto

Pelo menos 164 pessoas morreram e quase mil ficaram feridas pelos dois potentes terremotos de quarta-feira na Venezuela, que provocaram o colapso de dezenas de edifícios, cortes de energia e pânico na população. A zona mais atingida pela dupla sacudida foi o estado de La Guaira, no norte do país. Uma equipe da AFP naquela zona costeira observou dezenas de edifícios colapsados ou muito danificados. Não havia luz e a população pedia ajuda para resgatar pessoas presas entre os escombros. A equipe da AFP viu pelo menos dois mortos.

A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou na quinta-feira pela manhã pelo menos 164 mortos e 971 feridos. Em um primeiro levantamento, havia falado de 32 mortos e mais de 700 feridos. Em Catia la Mar, a 40 minutos de Caracas, vizinhos escutam há horas uma menina presa com vida.

"Precisa-se de gente que venha ajudar, militares, que venham ajudar. Aqui há uma menina que está presa desde ontem à noite, se vierem conseguimos tirá-la, precisamos de uma retroescavadeira", disse desesperado à AFP Dani Rizo, residente de 48 anos do bairro Playa Grande. Jean Alexander Capote, de 48 anos, perdeu sua sogra e procura por sua filha desaparecida.

"Minha casa caiu completamente, perdi família, minha sogra morreu, tenho minha filha desaparecida, não a encontro. O que aconteceu é grave, queremos ajuda logo", relata à AFP em frente a um edifício de mais de 15 andares que perdeu várias paredes nos tremores.

O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu às 18:04 (22:04 GMT) com seu epicentro 21 km a oeste de Morón, no norte do país, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Quase um minuto depois, a poucos quilômetros de distância, foi registrado outro ainda mais forte de magnitude 7,5, o mais potente que sacudiu a Venezuela desde 1900, de acordo com dados do USGS.

Tal foi a potência destes terremotos que foram sentidos até na Colômbia, onde soaram alguns alarmes, constatou a AFP. Segundo a presidenta interina, também houve 30 réplicas. "Não há luz, não há internet, temos muitas dificuldades para nos comunicar", disse à AFP Leonardo Hernández, outro vizinho de Catia la Mar, "Pedimos às nossas autoridades que por favor aceitem a ajuda que estão oferecendo os organismos internacionais".

"Resgatistas especializados" a caminho

O governo interino decretou estado de emergência nacional e declarou La Guaira como uma "zona de desastre". Delcy Rodríguez afirmou que havia falado com o coordenador da ONU no país e que já havia "resgatistas especializados" a caminho para o país para apoiar na busca de sobreviventes. Também disse que seu governo estava "trasladando resgatistas que estão em outros estados do país" para "concentrar esforços primeiramente no estado de La Guaira e também na Grande Caracas".

Os tremores também danificaram parte das instalações do aeroporto internacional de Maiquetía, que serve à capital venezuelana e foi fechado. A equipe da AFP na zona observou ali passageiros retidos e vizinhos pernoitando em seu estacionamento. No meio da escuridão viam-se colunas que cederam. O terminal aéreo encontra-se fechado "por danos graves em sua infraestrutura", disse Rodríguez. Caracas conta, entretanto, com o aeroporto militar de La Carlota, localizado em plena zona metropolitana.

Pânico em Caracas

Na capital, as cenas foram de destruição e pânico, segundo uma jornalista da AFP, que viu um imóvel de 22 andares completamente destruído na zona de Chacao, no leste da cidade, o município mais atingido. Muitos passaram a noite dormindo na rua ou em carros. Na quinta-feira pela manhã não havia praticamente nenhum comércio aberto e se via um grande movimento de veículos.

"Está tremendo, está tremendo agora", alertavam durante uma das réplicas algumas pessoas, ao redor de um edifício que já estava destruído. Alguns se movimentaram para uma zona mais aberta diante do risco de novos desmoronamentos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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