Netanyahu rejeita plano de Trump previsto para Gaza
Primeiro-ministro israelense insiste no desarmamento total do Hamas e rejeita criação de Estado palestino
"Israel rejeita o documento de 15 pontos. As Forças de Defesa de Israel (FDI) não se retirarão até que o Hamas se desarme. E quando digo desarmar o Hamas, refiro-me a todas as suas armas: as pesadas, as menos pesadas, todas. Falamos de um desarmamento real, não de um fictício", sentenciou Netanyahu em uma mensagem de vídeo enviada por seu Gabinete no início da reunião de sua coalizão.
Além disso, Netanyahu acrescentou que seus aliados americanos têm algumas "ideias inaceitáveis" para Israel às quais devem "se opor", e disse estar em diálogo com eles.
Mas após o anúncio de Trump do plano de 15 pontos no dia 30 de julho, um funcionário da Casa Branca assegurou que o presidente ficaria "muito, muito decepcionado" se Israel não cumprisse sua parte.
"Enquanto eu for primeiro-ministro, nenhum Estado palestino será criado, nem na Cisjordânia nem em Gaza. Nem 'Fataistão' nem 'Hamaistão'", reiterou neste domingo Netanyahu, que acrescentou ao nome dos partidos palestinos o sufixo persa -stão, utilizado em países como Afeganistão ou Paquistão.
Na quinta-feira, 30 de julho, Trump anunciou que a Junta de Paz havia alcançado um pacto para o desarmamento total do Hamas e de outros grupos da Faixa, o qual qualificou de um "acordo histórico" que permitiria avançar rumo à segunda fase do cessar-fogo.
Este novo plano, baseado em um roteiro de 15 pontos, tinha como objetivo reativar o plano inicial "de paz" de 20 pontos, e obrigava Israel a se comprometer com o assinado em outubro de 2025 durante o Protocolo de Sharm el-Sheik (Egito), incluído o "cessar das operações militares" em Gaza.
Mas além do fim dos ataques israelenses contra a Faixa – com mais de 1.250 palestinos mortos desde então, apesar do cessar-fogo – as tropas israelenses também deviam se replegar ao menos até o traçado original da denominada 'linha amarela', quando Israel controlava militarmente 53% da Faixa de Gaza e não mais de 65%, como atualmente.
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Embora o Hamas tenha aceitado oficialmente o plano de 15 pontos, os líderes islamistas condicionaram seu desarmamento a uma retirada israelense completa da Faixa, e advertiram que se Israel não cumprisse com o acordado, eles tampouco o fariam.
Este novo acordo era baseado em uma implementação gradual e recíproca, como declarou o presidente Trump, mas no dia 3 de agosto, após se reunir com Netanyahu, o representante da Junta de Paz Nikolai Mladenov publicou no X que "contrariamente a relatos inexatos (...) a retirada das FDI além da linha amarela apenas se realizará uma vez que se complete o desarmamento" do Hamas. EFE
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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