"Uma injustiça", diz presidente eleito do PLRA
Alcides Riveros critica decisão da Corte que rejeitou ação sobre expulsão de Kattya González do Senado
O presidente eleito do Partido Liberal Radical Auténtico (PLRA), Alcides Riveros, apontou que lutarão contra a classe de justiça que defende "somente para alguns" o devido processo, reafirmando que o caso de Kattya González e sua saída do Senado foi irregular porque não respeitaram suas garantias à defesa.
De acordo com Riveros, foi injusta a decisão de uma maioria da Corte que rejeitou a ação de inconstitucionalidade apresentada contra a expulsão da ex-parlamentar de seu cargo como senadora em fevereiro de 2024. Sustentou que naquela ocasião, a ex-senadora foi afastada "sem o devido processo", mesmo processo que em outros casos é respeitado, indicou.
"Para mim, sobre isso e sobre essa situação da justiça é o que estamos lutando para fazer a mudança real na República do Paraguai, por essa injustiça. Não se fez o devido processo", sustentou.
A respeito disso, Riveros afirmou a Última Hora que o estado atual das coisas também tem a Justiça como uma instituição com pouca credibilidade devido a certos julgamentos.
Expressou que há uma Justiça que tem uma dupla vara dependendo do caso e dependendo de quem o julgamento afeta.
"Por que para algumas coisas utilizamos o devido processo e para outras não? Por essa injustiça é o que nós vamos lutar para chegar ao poder da República em 2028", afirmou.
Reiterou que a seu critério o que se cometeu contra a ex-senadora que obteve em 2023 mais de cem mil votos para o Senado é uma injustiça.
"Para mim, é uma injustiça porque não se fez nenhum devido processo em seu momento", manifestou.
REJEIÇÃO OPOSICIONISTA. Senadores e deputados da oposição rejeitam a decisão da Corte Suprema de Justiça (CSJ), que validou a expulsão de Kattya González. Qualificam de absurdo o tecnicismo utilizado, e que o órgão está subordinado ao poder político que toma decisões desde o quincho.
Em um comunicado expressaram seu repúdio em relação ao julgamento. São signatários 15 senadores e 3 deputados do Partido Liberal Radical Auténtico (PLRA), Yo Creo, País Solidário, Patria Querida e Cruzada Nacional.
Reclamam que os ministros se escudaram em um tecnicismo absurdo para ditar sua resolução a favor dos senadores cartistas, apesar de que foram violados o devido processo e o regulamento interno.
Nesse sentido defendem que a maioria não qualificada se tomou atribuições que não lhe correspondiam atropelando assim o Estado de direito.
O setor acredita além disso que a decisão foi tomada em um momento muito oportuno, aproveitando a distração da cidadania nas prévias partidárias e na Copa do Mundo.
Assim, o Paraguai se expõe a novas condenações em instâncias internacionais, em alusão à decisão que tomou Kattya de recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.