Um técnico mundialista advertiu: "Cuidado com o Paraguai"
La Volpe elogia a gestão de Gustavo Alfaro e aponta a seleção paraguaia como um adversário perigoso na Copa do Mundo 2026
A lesão na perna esquerda do capitão albiceleste, que completa 39 anos em 25 de junho, em plena Copa do Mundo, já é um sinal.
E La Volpe —campeão mundial com a Argentina em 1978 como terceiro goleiro do time dirigido por César Luis Menotti— estima que o tempo está se acabando para o técnico Lionel Scaloni encontrar um substituto.
"É preciso encontrar um jogador que tenha desequilíbrio, passe de gol e definição", disse o lendário treinador, que dirigiu a seleção mexicana e vários clubes astecas, além do Boca Juniors. Atualmente trabalha como comentarista de televisão.
Com os dois jogos preparatórios que a Argentina tem pela frente, contra Honduras e Islândia, La Volpe espera "ver com quem já está trabalhando Scaloni".
A situação com Messi, esclarece, não reduz as possibilidades da Seleção Argentina de revalidar o título conquistado no Catar 2022, embora veja sérios obstáculos para isso na vice-campeã França, na Espanha e em Portugal.
"A Argentina sabe sair jogando, seus volantes te desgastam trocando passes e quebram as linhas com passes profundos que machucam", comenta. "Tem um meio de campo com muito bom pé" e laterais que impõem perigo nas transições.
Para o centroavante, La Volpe acredita que Julián Álvarez é ideal em detrimento de Lautaro Martínez: "Pelo dinamismo e mobilidade que tem, não consegues jogar um contra um".
Seis técnicos argentinos estarão no banco na Copa do Mundo 2026, incluindo Scaloni.
"É mais vistoso, se arrisca mais", diz sobre o atual selecionador, que o coloca no estilo de Pep Guardiola.
Destaca também a gestão de Gustavo Alfaro à frente do Paraguai.
"É um grande técnico", afirma. "Cuidado com o Paraguai, é um time difícil com jogadores fortes na marcação e, atenção, porque contra-ataca bem".
Ressalta a "disciplina tática" de Marcelo Bielsa com o Uruguai e lamenta que Mauricio Pochettino não tenha conseguido conquistar o vestiário dos Estados Unidos.
Considera que Néstor Lorenzo e Sebastián Beccacece enfrentam um panorama similar com Colômbia e Equador: "têm grandes jogadores, mas... diria eu que não têm na cabeça a obrigação de sair campeões".
Morando no México desde 1979 e técnico do Tri na Copa do Mundo da Alemanha 2006, onde a seleção asteca foi eliminada pela Argentina nas oitavas de final, La Volpe vaticina que o co-anfitrião da Copa do Mundo 2026 vence o Grupo A.
"Vai ter vantagem com o estádio cheio a seu favor", embora avise sobre os gritos homofóbicos de torcedores que já custaram ao México duas multas da FIFA por partidas em 2024.
"Nos falta fluência futebolística, mais transição e maiores variantes" e "se as coisas não estiverem bem, poderíamos ouvir o famoso grito. Esperemos que se esqueçam disso porque te suspendem a partida", acrescenta.
La Volpe concentra sua análise do México no meia Gilberto Mora, a promessa do Tri, e considerou que tem potencial para brilhar na Copa do Mundo 2026 "como meia ofensivo" e "não como volante".
Mora "tem gol e passe para gol", explica. "Não gostaria de desgastar o Mora fisicamente jogando recuado. Eu o vejo como joga um Messi, como joga um James, ali em cima".
Mora terá 17 anos e 240 dias de idade na partida inaugural, em 11 de junho no estádio Azteca. É o mais jovem dos 1.248 jogadores convocados para a Copa do Mundo 2026.
"Já vem demonstrando na primeira divisão, não estamos inventando com um adolescente", remata La Volpe, que em sua passagem pela seleção mexicana impulsionou jovens promessas como os históricos Guillermo Ochoa e Andrés Guardado na Alemanha 2006.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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