Trump cogita possibilidade de manter presença nos EUA no Irã por recursos petrolíferos
Presidente americano avalia estratégia econômica na região durante negociações regionais
Trump comenta sobre estratégia no Irã
O presidente Donald Trump expressou aos meios de comunicação na Irlanda que os Estados Unidos avaliariam manter sua presença no Irã sob certas condições econômicas. "No final nos sairemos, a menos que decidamos permanecer e ficarmos com o petróleo, como na Venezuela. Ninguém fala mais da Venezuela, certo? Recebemos milhares e milhares e milhares de bilhões de dólares. Pagamos a guerra muitas vezes", manifestou o mandatário.
Contexto de negociações regionais
As declarações de Trump se enquadram em negociações que, conforme reportes de meios iranianos, ocorrerão segunda-feira entre Omã e Irã juntamente com Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Iraque. Essas conversas abordarão o futuro do Estreito de Ormuz, uma via estratégica por onde transitava aproximadamente um quinto do petróleo global antes da guerra que iniciou em fevereiro.
Respeitante a essas reuniões, Trump indicou: "Não me importa. Isso depende deles. Está bem. Desde que Israel, junto com as nações de que estamos falando, estejam contentes. Está bem".
Perspectivas sobre acordos petrolíferos
O presidente comparou a situação potencial no Irã com a da Venezuela, ressaltando mudanças no setor energético daquele país. "Era um país muito triste. E agora o povo está muito contente. O povo da Venezuela está muito contente. E veem o que está acontecendo. E a propósito, estão sendo criados empregos aos milhares. Todas as grandes empresas que realmente não podiam ou não queriam ir lá, agora todas estão lá", indicou Trump.
Posição iraniana sobre o Estreito de Ormuz
Por sua parte, o ministro iraniano de Relações Exteriores, Abás Araqchí, afirmou neste domingo que um acordo alcançado com Omã sobre o Estreito de Ormuz, a ser anunciado segunda-feira, não implicará a reabertura dessa via enquanto os Estados Unidos não retomarem os compromissos estabelecidos no memorando de entendimento para a paz assinado em junho.
Trump havia indicado previamente que considerava possível a conclusão da guerra após as eleições legislativas de novembro. Respeitante a processos eleitorais na Venezuela, o mandatário indicou que ocorrerão "quando estiverem prontos".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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