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Paraguai

Trabalhadores do IPS advertem cacerolaço exigindo melhorias salariais

Funcionários da saúde anunciam mobilização para 2 de julho frente ao Hospital de Especialidades Quirúrgicas

30/06/2026 04:46 3 min lectura 6 visualizações
Trabajadores de IPS advierten cacerolazo exigiendo mejoras salariales

Trabalhadores de saúde do Instituto de Previsão Social (IPS) advertiram que levarão a cabo um possível paro e cacerolaço em 2 de julho frente ao Hospital de Especialidades Quirúrgicas (Ingavi) para exigir melhores salários pela precariedade salarial que percebe o pessoal de saúde por parte da previdenciária.

Os funcionários sustentam que na previdenciária são "marginalizados" e que estão cansados da situação, razão pela qual anunciam a medida de força, inclusive falaram em se acorrentar.

"Sou uma licenciada em Enfermagem dos Serviços de Urgências, também sou secretária-geral do Sindicato Autêntico de Defesa do IPS. Estamos convocando para esta quinta-feira 2 de julho frente ao hospital Ingavi. Vamos fazer uma mobilização, um cacerolaço, inclusive estaremos com acorrentamento aqui o pessoal de saúde, principalmente de Enfermagem", expressou uma das enfermeiras em diálogo com NPY.

Igualmente, lamentou que mais de 4.300 enfermeiras não percebam nem mesmo o salário mínimo, assim como os médicos, razão pela qual se registram numerosas denúncias na previdenciária.

"Há várias renúncias. Há várias renúncias, mais de 700 companheiros enfermeiros já renunciaram pela precariedade salarial e também pelos assédios laborais e muita pressão das autoridades, dos chefes, em cumprir com sua tarefa e o pessoal não dá conta porque há uma escassez de pessoal. Por isso, nós reclamamos e continuaremos nos mobilizando", manifestou.

Em seguida, comentou que também será realizado outro paro em 3 de julho, às 07:00, frente ao Hospital Central do IPS. Os trabalhadores sustentam que em caso de não chegarem a um acordo com o presidente Isaías Fretes, a situação poderia chegar a um paro geral.

"Estaremos dia após dia e constantemente, se não houver uma resposta à proposta orçamentária que apresentamos ao presidente Isaías Fretes continuaremos nos mobilizando e inclusive chegar a um paro geral, a uma greve geral se não houver uma resposta porque é insustentável. A informação dessa situação já chegou justamente ao presidente. Ele está consciente porque quando veio realizar sua visita surpresa, aqui ele estava consciente da situação e, porém, a situação não melhora", enfatizou.

Exclamou que atualmente se encontram em uma "emergência salarial".

"Todos os funcionários, estamos em uma situação de emergência salarial, assim como o asseguraram ante a falta de insumos e medicamentos. Estão falhando os hospitais por falta de medicamentos, de leitos e de profissionais também, porque pela rede há uma escassez de pessoal. Hoje, o dia segunda-feira, há uma possibilidade de que possam se reunir com a autoridade do IPS com a intenção de evitar o rompimento dos laços. Em todo caso, se não houver laços, se mobilizam esta quinta-feira já está fixada essa mobilização", finalizou.

Pessoal de saúde de vários hospitais do IPS de todo o país reclama precariedade laboral com baixos salários e falta de pessoal, assim como dos insumos necessários para o atendimento adequado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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