A 3 anos de mandato, Peña concentra sua gestão na agenda elétrica
O Governo de Santiago Peña pisa no acelerador na reta final de seu mandato com o objetivo de evitar o que muitos alertam como um iminente colapso energético no Paraguai. A urgência em garantir a provisão elétrica obriga o Poder Executivo a tomar decisões drásticas e reorganizar o tabuleiro do setor para frear qualquer crise iminente. Além disso, o Governo enfrenta o desafio de acelerar os investimentos vinculados ao consumo electrointensivo.
Entre as ações publicitadas pelo Governo encontram-se a recente convocação da Mesa Energética Nacional e a instalação da submesa de energia. Estas instâncias buscam articular esforços entre diferentes instituições do Estado para traçar um roteiro claro. A isto se soma a estratégica mudança de comando na Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), uma jogada com a qual se pretende oxigenar a gestão técnica e imprimir um ritmo mais dinâmico frente aos desafios prementes.
A saída de Félix Sosa da ANDE foi precedida por uma grande controvérsia a respeito de decretos energéticos que posteriormente foram revogados e a pressão para que a empresa estatal logre um acordo tarifário com Atome PLC, multinacional que apresentou um projeto de hidrogênio verde, com um investimento previsto de USD 665 milhões.
Em paralelo a estas jogadas operativas, a administração atual decidiu impulsionar uma reforma institucional profunda. O plano contempla avançar de maneira definitiva com a criação do Ministério de Minas, Energias e Hidrocarbonetos, e a promoção da criação de um novo ente que regulará a energia elétrica em nível nacional, uma peça considerada chave para organizar o mercado, transparentar as tarifas e oferecer segurança jurídica aos futuros investidores privados. Este organismo cobra relevância em um contexto de iminente entrada do setor privado no ramo de distribuição e geração.
Exigência. Os números que maneja a própria Administração Nacional de Eletricidade ilustram a magnitude do desafio. Atualmente, existem projetos industriais e tecnológicos que somam cerca de 6 mil megawatts e que aguardam a assinatura de um acordo para comprar energia da ANDE. Esta cifra supera a potência disponível para o Paraguai da produção da Itaipu Binacional.
Satisfazer esta avassaladora demanda e garantir o consumo interno requer um esforço financeiro monumental, enquanto a ANDE atravessa além disso por uma crise financeira. Os relatórios técnicos alertam que se requerem USD 1 bilhão em novas fontes de geração para evitar a temida escassez energética prevista para os anos 2031 e 2032. O consumo interno cresce em um ritmo muito superior ao projetado.
À sombra do colapso energético, reaparece a necessidade de que a estatal opere sob uma tarifa técnica. Assim, um estudo internacional fala sobre a necessidade de elevar os custos da energia em até uma média de 40% para todos os tipos de clientes da empresa.
O presidente da República, Santiago Peña, liderou nesta quinta-feira o primeiro encontro da Mesa Nacional do Setor Elétrico. Durante a cúpula, destacaram-se como eixos centrais os projetos para criar um Ministério de Minas e Energia, além de estabelecer um novo ente regulador para o sistema elétrico nacional.
Como primeira medida concreta, o Poder Executivo socializará ambos os projetos de lei vinculados a estas iniciativas. O objetivo é que as normativas sejam analisadas, debatidas e enriquecidas por especialistas e gremios do ramo, buscando consensuar um marco institucional que logre responder às exigências atuais do âmbito energético.
Com esta proposta, o Governo aponta a modernizar e fortalecer a institucionalidade frente aos novos desafios que enfrenta o país, promovendo regras claras e um planejamento a longo prazo.
Neste contexto, o chefe de Estado aproveitou a reunião para ratificar a...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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