Tensões no PLRA após designação de autoridades na Controladoria Geral
Críticas internas no PLRA
O senador Dionisio Amarilla qualificou como uma derrota significativa o fato de que o Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) tenha perdido a Controladoria Geral da República (CGR) e apontou que a responsabilidade recai sobre Alcides Riveros. Sustentou que o partido começou a perder peso em sua reivindicação de que o órgão de controle ficasse nas mãos de um opositor a partir do momento em que, mediante resolução, abdicou de apresentar candidaturas.
Posição sobre a votação
Embora a Associação Nacional Republicana (ANR) contasse com uma maioria clara para designar membros de seu partido, Amarilla apontou que os deputados do PLRA não deveriam ter participado do apoio à designação de Camilo Benítez como controlador e Armindo Torres como subcontrolador, e instou Riveros a tomar medidas a respeito.
Durante a sessão da Câmara Baixa onde se realizaram essas designações, gerou-se incômodo no PLRA pelo fato de que vários deputados da bancada avalizaram as designações.
Responsabilidade compartilhada
Para Dionisio Amarilla, para além da atuação dos deputados, a principal responsabilidade corresponde a Riveros por sua gestão no processo de designação das autoridades.
Cabe destacar que o bloco do Novo Liberalismo, ao qual pertence Riveros, havia apostado na reeleição do subcontrolador Augusto Paiva e manteve-se na sessão com esse propósito.
Análise da resolução partidária
Para o líder do movimento Diálogo Azul, o PLRA renunciou a lutar pela Controladoria a partir do momento em que sacou uma resolução para que os candidatos de extração liberal retirассem suas postulações.
"Esse foi sem dúvida, o erro", indicou Amarilla.
De acordo com o senador, a resolução disposta na Diretoria em julho passado estabelecia que, caso as terças designadas para controlador e subcontrolador não estivessem conformadas exclusivamente por membros da oposição, os liberais não deveriam participar da votação.
Amarilla expressou sua expectativa de que Alcides Riveros faça respeitar a institucionalidade do partido, advertindo que de outra forma, a situação continuaria sendo conflitiva. Segundo o senador, a resolução da Diretoria de julho aconselhava explicitamente retirar-se da votação no caso de que a terça não fosse exclusiva da oposição.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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