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Saúde

Presidente Peña apresenta propostas do Governo para a crise sanitária

02/09/2026 17:45 3 min lectura 316 visualizações

Resposta do Executivo à crise sanitária

Após uma semana de greve, manifestações em todo o país e renúncias de médicos especialistas, o presidente Santiago Peña dirigiu-se à cidadania através de suas redes sociais oficiais apresentando as iniciativas de seu Governo para abordar a situação do setor sanitário.

Durante os dias mais intensos da mobilização, o mandatário participou de um comício em Itapúa, enquanto que legisladores mantinham reuniões com representantes do sindicato médico. Nesta quarta-feira, o presidente comunicou que o Executivo continuará na busca de soluções.

"Mais medicamentos, melhores condições laborais e uma melhor infraestrutura para nosso sistema de saúde pública. Hoje damos um passo importante e continuaremos trabalhando sem descanso em soluções para que cada paraguaio, esteja onde estiver, receba um serviço de saúde completo, digno e mais humano. Esse é nosso compromisso com o povo paraguaio", expressou o presidente.

Detalhes do plano governamental

A proposta apresentada inclui medidas coordenadas entre a ministra de Saúde Teresa Barán, o ministro da Economia Oscar Lovera e o chefe de Gabinete Javier Giménez. Entre as iniciativas se contemplam:

Investimento em medicamentos e insumos: USD 760 milhões no Orçamento Geral de 2027.

Fortalecimento do Incan: Aumento de USD 110 milhões para USD 195 milhões.

Melhorias laborais: Implementação de carreira sanitária, 12 horas semanais para 2.800 médicos mantendo o salário, 1.000 novos contratos, desprecarização de 2.390 médicos e nomeações de 2.400 profissionais.

Benefícios adicionais: Pagamento por feriados, USD 500 milhões para infraestrutura e construção de 7 novos centros de saúde em âmbito nacional.

Resposta do sindicato médico

As propostas do Governo atendem parte dos reclamos do setor médico, embora não incluam o reajuste salarial solicitado. Os profissionais têm requerido um incremento que permita passar de G. 5 milhões para G. 8 milhões por vínculo, pedido que já foi indicado como inviável pelas autoridades sanitárias.

O sindicato de médicos anunciou que nos próximos dias convocará novas ações de protesto, mantendo-se firmes em sua demanda de detalhamento dos montantes atribuídos para medicamentos e na reclamação pelo aumento salarial.

Atividades políticas paralelas

Simultaneamente às gestões sanitárias, o presidente Peña, o vice-presidente Pedro Alliana e o titular da Associação Nacional Republicana Horacio Cartes reuniram-se para coordenar estratégias de cara às eleições municipais de 4 de outubro.

Na reunião de trabalho estiveram presentes além disso o senador Antonio Barrios, o assessor político da Presidência José Alberto Alderete e o representante cartista Eduardo González.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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