Presidente Peña apresenta propostas do Governo para a crise sanitária
Resposta do Executivo à crise sanitária
Após uma semana de greve, manifestações em todo o país e renúncias de médicos especialistas, o presidente Santiago Peña dirigiu-se à cidadania através de suas redes sociais oficiais apresentando as iniciativas de seu Governo para abordar a situação do setor sanitário.
Durante os dias mais intensos da mobilização, o mandatário participou de um comício em Itapúa, enquanto que legisladores mantinham reuniões com representantes do sindicato médico. Nesta quarta-feira, o presidente comunicou que o Executivo continuará na busca de soluções.
"Mais medicamentos, melhores condições laborais e uma melhor infraestrutura para nosso sistema de saúde pública. Hoje damos um passo importante e continuaremos trabalhando sem descanso em soluções para que cada paraguaio, esteja onde estiver, receba um serviço de saúde completo, digno e mais humano. Esse é nosso compromisso com o povo paraguaio", expressou o presidente.
Detalhes do plano governamental
A proposta apresentada inclui medidas coordenadas entre a ministra de Saúde Teresa Barán, o ministro da Economia Oscar Lovera e o chefe de Gabinete Javier Giménez. Entre as iniciativas se contemplam:
Investimento em medicamentos e insumos: USD 760 milhões no Orçamento Geral de 2027.
Fortalecimento do Incan: Aumento de USD 110 milhões para USD 195 milhões.
Melhorias laborais: Implementação de carreira sanitária, 12 horas semanais para 2.800 médicos mantendo o salário, 1.000 novos contratos, desprecarização de 2.390 médicos e nomeações de 2.400 profissionais.
Benefícios adicionais: Pagamento por feriados, USD 500 milhões para infraestrutura e construção de 7 novos centros de saúde em âmbito nacional.
Resposta do sindicato médico
As propostas do Governo atendem parte dos reclamos do setor médico, embora não incluam o reajuste salarial solicitado. Os profissionais têm requerido um incremento que permita passar de G. 5 milhões para G. 8 milhões por vínculo, pedido que já foi indicado como inviável pelas autoridades sanitárias.
O sindicato de médicos anunciou que nos próximos dias convocará novas ações de protesto, mantendo-se firmes em sua demanda de detalhamento dos montantes atribuídos para medicamentos e na reclamação pelo aumento salarial.
Atividades políticas paralelas
Simultaneamente às gestões sanitárias, o presidente Peña, o vice-presidente Pedro Alliana e o titular da Associação Nacional Republicana Horacio Cartes reuniram-se para coordenar estratégias de cara às eleições municipais de 4 de outubro.
Na reunião de trabalho estiveram presentes além disso o senador Antonio Barrios, o assessor político da Presidência José Alberto Alderete e o representante cartista Eduardo González.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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