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Política

Dionisio Amarilla expõe contradição sobre dúvidas levantadas quanto às máquinas de votação

18/09/2026 13:45 3 min lectura 36 visualizações

O liberalista Dionisio Amarilla recordou que havia promovido no ano passado o uso de cédulas em vez das máquinas de votação, principalmente pelo custo que representam os equipamentos, mas a proposta não prosperou. Da mesma forma, não concorda com levantar dúvidas sobre as urnas às vésperas das eleições municipais do próximo 4 de outubro.

Nesse sentido, questionou Éver Villalba (PLRA-Frente Radical) por ter votado em 2026 a favor do uso das máquinas de votação e considerou contraditório que agora peça uma auditoria dos equipamentos eletrônicos, por meio da Comissão de Assuntos Eleitorais do Senado.

"Éver tem que explicar muito bem por que votou, com duas mãos e duas patas, nem sequer dois pés, com duas patas. Parecíamos uma mula uma coisa ou outra naquele momento, quando acompanhou o uso das urnas que vai custar USD 33 milhões ao Estado paraguaio", afirmou.

De acordo com Amarilla, o uso de cédulas teria custado apenas cerca de USD 3 milhões, mas não concorda em colocar em dúvida o sistema neste momento.

"Se eu propus há um ano que se usem cédulas é justamente porque o processo de desmantelamento desse equipamento deve ser possibilitado, não sei se duas semanas antes contribui a finalmente terminar respeitando a legitimidade das autoridades que vão surgir nessas eleições", expressou.

Nesse sentido, não nega o argumento de Éver Villalba, mas opina que não é uma novidade, porque as máquinas em geral são falíveis já desde a Revolução Industrial.

Amarilla insistiu na necessidade de agir com prudência e sustentou que qualquer revisão do sistema pode ser realizada depois das eleições.

"Podem fazer pós-eleições inclusive. Eu sustento que para 2028 a gente tem que olhar um pouquinho por cima de seus narizes porque muito sentido não tem que 15 dias antes das eleições desestimulemos a participação das eleições sob o pretexto de que as máquinas são falíveis", destacou.

Para o liberalista, Villalba atua dessa maneira preocupado com os "resultados eleitorais de seus acólitos", mais do que pelo impacto econômico que teria o uso de máquinas.

Da mesma forma, Amarilla já não contempla um revés no uso dessas máquinas para as eleições de 2028. "Como a tendência é que ganhe o uso das máquinas então desde o início devemos estabelecer regras claras e sustentar isso, fazer audiências públicas, trazer os técnicos, forçar que as especificações técnicas dos chamados de compra ou aluguel de máquinas permitam auditar até o último parafuso da máquina", propôs.

Sobre as intenções do cartismo de incidir em 5% a tirzepatida, Dionisio Amarilla adiantou seu rejeição e argumentou que as farmacêuticas também não estão de acordo.

"Vamos rejeitar, eu sou um consumidor de tirzepatida", respondeu.

Para o senador, a fórmula para melhorar a arrecadação tributária e mitigar o déficit de 3,9% previsto no Orçamento Geral da Nação 2027 é simples: devem melhorar os controles e erradicar a evasão fiscal.

"Se algo que a DNIT (Direção Nacional de Ingressos Tributários) não pode negar é que a evasão fiscal continua gozando de boa saúde no país, então há que controlar aos evasores nomás", questionou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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