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Internacional

Taiwan prepara sua defesa ante crescente pressão militar da China

10/07/2026 07:45 4 min lectura 16 visualizações

As Forças Armadas de Taiwan celebrarão umas "maniobras de defesa conjunta" entre 13 e 17 de julho, um exercício inédito até a data, em um contexto marcado pela crescente atividade militar e marítima da China nas águas ao leste da ilha, informou nesta quinta-feira a agência de notícias CNA.

Segundo fontes militares citadas por esse meio – um canal habitual das autoridades taiwanesas para antecipar informações especialmente sensíveis – os ensaios simularão um cenário no qual as tropas insulares detectam o zarpe das forças inimigas e sua entrada em águas territoriais de Taiwan.

As maniobras enfatizarão a integração dos distintos ramos das Forças Armadas e nas operações conjuntas, com especial ênfase na "descentralização" da cadeia de comando, com o fim de aproximar os exercícios ao máximo possível de um cenário de conflito real.

"AQUECIMENTO". As mesmas fontes consideraram que estas práticas funcionam como uma espécie de "aquecimento" para as maniobras anuais do Exército taiwanês, conhecidas como Han Kuang, previstas de 5 a 14 de agosto. Estes exercícios coincidem no tempo com o aumento da presença marítima chinesa nas águas ao leste de Taiwan, uma região estratégica por ser a via através da qual Taipei poderia receber assistência do exterior em caso de bloqueio ou invasão.

O Ministério da Defesa Nacional (MDN) da ilha contabilizou o mês passado mais de 200 navios de guerra e outras 111 embarcações governamentais chinesas nas imediações de seu território, cifra, esta última, que contrasta com os 40 e 44 barcos oficiais detectados em abril e maio, respectivamente.

"EXPANSIONISMO AUTORITÁRIO". Ante estes fatos, um alto cargo de segurança de Taiwan advertiu que o "expansionismo autoritário" da China em águas regionais continuará se o mundo não responder.

China está "constantemente empurrando os limites mediante uma abordagem de incrementos", declarou ante um fórum internacional Lii Wen, subsecretário geral do Conselho de Segurança Nacional taiwanês.

ÚLTIMA INCURSÃO. Esta quarta-feira, a Administração da Guarda Costeira (CGA) de Taiwan denunciou uma nova incursão de guardacostas chineses nos arredores das ilhas Kinmen, um arquipélago sob controle taiwanês.

Em um comunicado, a autoridade marítima indicou que, ao redor das 08:00, detectou quatro buques da Guarda Costeira da China que navegavam rumo às "águas restritas".

As autoridades de Pequim consideram Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês e não descartaram o uso da força para se apoderar de seu controle, uma postura rejeitada pelo Governo taiwanês, que sustenta que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha têm direito de decidir seu futuro político.

Pequim e Moscou coordenam maniobras marítimas

China e Rússia iniciaram nesta quinta-feira a fase de maniobras marítimas dos exercícios navais conjuntos que se desenvolvem no Mar Amarelo, concretamente nas águas e no espaço aéreo próximos a Qingdao (leste), informou a agência Xinhua.

Segundo este meio, os buques participantes de ambos os países zarparam de uma base naval da cidade costeira para realizar exercícios de reconhecimento conjunto, defesa antiaérea e antimísseis, ataque naval e operações conjuntas de resgate submarino.

A nova fase chega após a conclusão com êxito da etapa de planejamento em porto, na qual a direção e o comando conjuntos do exercício organizaram várias rodadas de simulações de comando e coordenação tática.

Às maniobras denominadas 'Joint Sea-2026' que se iniciaram nesta segunda-feira e se estenderão até o próximo 13 de julho, seguir-se-á uma operação de "patrulhamento marítimo conjunto" em "áreas relevantes" do Pacífico, que se produz em uma etapa de maior atividade naval chinesa na zona.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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