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Saúde

IPS: 126 medicamentos apresentam atrasos na entrega por problemas de fornecedores

10/07/2026 08:45 3 min lectura 0 visualizações

Situação de abastecimento no IPS

O Instituto de Previsão Social atravessa uma situação crítica em seu abastecimento de medicamentos. Embora a instituição tenha realizado os processos de compra, conte com contratos vigentes e disponha de orçamento para adquirir os produtos, 36 empresas fornecedoras não conseguiram cumprir com a entrega de 126 medicamentos de alta rotação. Segundo informações apresentadas ante o Conselho de Administração, os atrasos obedecem a problemas de importação, fabricação e logística.

A gerente de Abastecimento e Insumos do IPS, Cecilia Rodríguez, apontou que o cenário atual coincide com projeções realizadas meses atrás. Em fevereiro deste ano havia alertado que a falta de planejamento levaria a um pico de desabastecimento durante julho. Segundo explicou, o problema responde à confluência de dois fatores: por um lado, desde 2026 foi incluído como norma contar com um certificado de disponibilidade orçamentária (CDP) para liberar ordens de compra. A isto se somaram falhas na cadeia de suprimentos por falta de planejamento.

Medicamentos afetados e áreas sensíveis

Os 126 medicamentos representam atualmente 26% do vademécum da instituição. Os fármacos afetados incluem tratamentos utilizados em áreas sensíveis como terapia intensiva, oncologia, cardiologia, neurologia, diabetes, doenças respiratórias e cuidados críticos.

Entre os medicamentos mais comuns de alta rotação sem entrega figuram Omeprazol, Paracetamol, Ibuprofeno, Amoxicilina, Metoclopramida, Salbutamol, Enalapril, Furosemida e Insulina cristalina humana.

Antecedentes e alertas prévios

Rodríguez havia alertado em fevereiro que uma parte importante do vademécum do IPS se encontrava em situação de risco. Naquele momento, informou que cerca de 300 medicamentos tinham uma cobertura aproximada de dez meses, enquanto outros 200 contavam com menos de nove meses de disponibilidade, um período considerado crítico porque os processos de compra requerem tempo para licitação, adjudicação e provisão por parte das empresas.

A funcionária havia alertado além disso que 22% dos medicamentos já apresentavam estoque zero nos primeiros meses do ano e que, sem novas chamadas de compra em um prazo de cinco meses, a situação poderia se estender a 57%.

Ações em andamento

Na sessão do Conselho de Administração, o IPS informou que impulsiona novas chamadas de compra. Uma delas contempla a aquisição de 47 medicamentos de alta rotação e outra inclui 20 produtos, entre eles medicamentos destinados a procedimentos de Hemodinâmica.

O presidente do IPS, Isaías Fretes, enfatizou que a instituição busca determinar as causas específicas que levaram à falta de medicamentos essenciais, considerando que em vários casos o problema não foi a falta de recursos disponíveis.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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