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Internacional

Venezuela enfrenta uma nova fase crítica, alerta OPAS

10/07/2026 07:45 3 min lectura 13 visualizações

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) assegurou nesta quinta-feira que a resposta sanitária após os terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho entrou em uma nova fase "crítica", ao tempo que advertiu que a emergência "está longe de ter terminado".

A OPAS detalhou que mobilizou até o momento cerca de 9 milhões de dólares dos 24 milhões de dólares que precisa arrecadar para a emergência e alertou que "a resposta está entrando agora em uma nova fase igualmente crítica, centrada na estabilização, na continuidade da atenção e na recuperação temprana".

"A emergência sanitária está longe de ter terminado", advertiu o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, em uma coletiva de imprensa sobre a situação no país sul-americano.

A quantia de 9 milhões de dólares inclui recursos do fundo de desastres da própria OPAS; 2,5 milhões de dólares do Fundo de Emergências da OMS; contribuições da Secretaria de Assuntos Humanitários da União Europeia e das Nações Unidas — esta última por cerca de 3 milhões de dólares ainda pendentes de confirmação —, além de compromissos do Canadá por 2 milhões e da Espanha por 1,5 milhão.

"Esse pedido é de extrema urgência. Não é para reabilitação, é para resposta e recuperação dos serviços essenciais", destacou o diretor de Emergências da organização, Ciro Ugarte.

Atualmente, duas equipes médicas de emergência internacionais operam no país, enquanto a organização enviou seis toneladas métricas de insumos médicos de emergência de sua reserva estratégica no Panamá.

Prioridades. "A resposta se concentrou em três prioridades imediatas: Salvar vidas, manter a continuidade dos serviços essenciais de saúde e prevenir riscos adicionais para a saúde nas próximas semanas", assinalou.

O diretor da OPAS insistiu que os maiores riscos após uma catástrofe deste calibre costumam estar relacionados com as interrupções dos serviços de saúde, o superlotamento, o acesso à água potável ou a vacinação.

A saúde mental figura também entre as prioridades da resposta humanitária devido ao impacto emocional que a catástrofe teve tanto na população afetada quanto no pessoal de saúde.

Fundos. Venezuela e o Fundo Monetário Internacional (FMI) negociam como desbloquear o mais rapidamente possível os ativos financeiros do país para enfrentar as consequências dos terremotos, declarou nesta quinta-feira a porta-voz do organismo, Julie Kozack. O governo de Delcy Rodríguez iniciou uma campanha para desbloquear fundos retidos em vários países após os sismos.

No caso do FMI, a presidenta interina manteve uma conversa com a diretora do organismo, Kristalina Georgieva, explicou a porta-voz em coletiva de imprensa.

Venezuela busca liberar rapidamente cerca de 350 milhões de dólares disponíveis, informou o FMI.

O Caribe venezuelano foi sacudido no dia 24 de junho por dois fortes terremotos com apenas 39 segundos de diferença, de magnitude 7,2 e 7,5, respectivamente.

Os sismos deixam até o momento 3.811 mortos e 16.740 feridos e mais de 17.900 pessoas sem moradia.

Os riscos após uma catástrofe deste calibre costumam estar relacionados com as interrupções dos serviços de saúde, o superlotamento, o acesso à água potável ou a vacinação. Jarbas Barbosa, diretor da OPAS.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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