Somália defende a "integridade" do árbitro a quem Estados Unidos negou entrada
Apesar das "intensas gestões diplomáticas e das negociações com as autoridades competentes do governo dos Estados Unidos e FIFA, com o objetivo de chegar a uma resolução imediata", "infelizmente não foi possível obter um resultado positivo", lamentou a instituição em um comunicado.
Os Estados Unidos negaram a entrada ao árbitro no sábado. A polícia de fronteiras estadunidense (CBP) explicou à AFP que "foi considerado inadmissível devido a problemas relacionados com a verificação de seus antecedentes e lhe foi negada a entrada ao território".
O Ministério dos Esportes somaliano afirmou sua "plena confiança em sua integridade, profissionalismo e contribuição contínua ao desenvolvimento do futebol tanto na Somália como em escala internacional", e lhe demonstrou seu "apoio inquebrantável".
Titular do status da FIFA desde 2018, arbitra na liga somaliana e foi nomeado melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025.
Com 34 anos, o árbitro deveria ser o primeiro somaliano a dirigir em uma Copa do Mundo, após integrar os 52 árbitros selecionados para apitar a Copa do Mundo 2026, organizada pelos Estados Unidos, Canadá e México.
Mas a FIFA indicou na segunda-feira à AFP que o árbitro não poderia treinar nem apitar durante a Copa do Mundo uma vez que sua entrada foi rejeitada pelos Estados Unidos.
"É o governo do país anfitrião quem determina em última instância quem recebe um visto e quem é admitido em seu território", justificou a instituição em um comunicado.
Ao ser questionada pela AFP, uma fonte do comitê arbitral da Confederação Africana de Futebol (CAF) disse "sentir por Artan" mas não quis comentar o incidente.
"A seleção de árbitros para a Copa do Mundo é totalmente uma responsabilidade da FIFA", declarou.
A Somália encontra-se no ponto de mira de Donald Trump.
No final de novembro, o presidente estadunidense a qualificou de "país podre" e manifestou sua intenção de encerrar o estatuto especial que protege os cidadãos somalianos de expulsão.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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