Sindicatos docentes definem amanhã greve e se aderem à mobilização de médicos
Professores pedem aumento salarial de 8% e discutem ações conjuntas com profissionais da saúde
"Vamos definir tudo nesta reunião. Que vamos lutar pelo reajuste, vamos fazer. Seria bom nos unirmos com os médicos, mas se define com esta reunião", apontou Blanca Ávalos, dirigente da Organização de Trabalhadores da Educação Sindicato Nacional (OTEP-SN).
Os docentes haviam dado prazo ao Governo até 23 de setembro para responder ao pedido de reajuste salarial. Após uma reunião interssetorial na semana passada, o secretário-geral da OTEP-A, Gabriel Espínola, havia indicado que o setor busca um aumento gradual que chegue a 8%.
"Vamos resolver as modalidades, mas inicialmente conversamos sobre mobilizações departamentais, nacionais, e não se descarta que devamos ir também a uma greve nacional", havia alertado Espínola.
Silvio Piris, da Federação de Educadores do Paraguai (FEP), sustentou que buscam elevar o salário básico profissional a G. 5 milhões, frente aos G. 4.275.000 atuais por 20 horas semanais.
Os docentes também questionam uma redução de USD 41 milhões em Educação, que segundo denunciaram impactaria em áreas-chave como primeira infância e infraestrutura.
A definição dos docentes ocorre em paralelo ao conflito do setor médico. Após rejeitar a proposta do Governo, os profissionais da saúde anunciaram na sexta-feira passada um novo paro para segunda e terça-feira, 21 e 22 de setembro, cenário que poderia impulsionar uma ação conjunta dos sindicatos.
Na semana passada, médicos de distintas especialidades do Sistema de Saúde Pública apresentaram renúncia ante a negativa do Governo de Santiago Peña em reajustar o salário.
Pedem um incremento direto de G. 3 milhões por cada vínculo de 12 horas semanais (uns G. 8 milhões no total por contrato).
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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