Sindicatos da ANDE acionarão contra decretos de tarifas especiais
Organizações acusam Poder Executivo de subsidiar grupo empresarial por 15 anos
A União de Engenheiros da ANDE (UIA), o Sindicato de Trabalhadores da ANDE (Sitrande), o Sindicato de Profissionais da ANDE (Sipra) e o Sindicato de Profissionais Graduados Universitários da ANDE (Aproande) anunciam uma ação de inconstitucionalidade contra decretos do Poder Executivo, alegando que ocasionarão um dano patrimonial significativo à ANDE.
Nesse sentido, informaram que tomaram a decisão de contratar os serviços profissionais do advogado especialista em direito constitucional Jorge Rolón para a apresentação do recurso judicial contra os referidos decretos vigentes na República do Paraguai, "em resguardo da legalidade, da institucionalidade e dos recursos que pertencem a todos os paraguaios".
Igualmente, denunciaram publicamente que a assinatura de contratos baseados nesses decretos produzirá um subsídio por 15 anos direcionado a favor de um determinado grupo empresarial, cujo custo terminaria sendo assumido por todo o povo paraguaio, através da fatura da Administração Nacional de Eletricidade.
"Consideramos inaceitável que decisões desta natureza comprometam os recursos da ANDE e que terminem afetando a cidadania. Advertimos que essas medidas poderiam implicar futuras modificações tarifárias, transferindo os custos de tais decisões aos usuários do serviço elétrico", expuseram.
Igualmente, apontaram que poderiam comprometer a estabilidade financeira, operativa e técnica da ANDE, colocando em risco o adequado funcionamento do Sistema Elétrico Nacional, cuja preservação resulta fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país, em um período no qual os recursos hidroenergéticos, outrora abundantes, estão chegando ao seu limite atual e torna-se necessária a incorporação de outras fontes de geração que sem dúvidas serão mais caras.
"Alternativamente, e de forma extraoficial, foram propostas compensações à ANDE, seja através de fundos de Itaipu ou de transferências do Governo central, o que também rejeitamos categoricamente, já que isso representa apenas uma forma diferente de transferir o custo do subsídio a toda a sociedade paraguaia", reforçaram.
Entretanto, manifestaram que os gremios de trabalhadores, engenheiros e profissionais da ANDE reafirmam seu compromisso com a defesa dos interesses nacionais, a soberania energética, a transparência institucional e o fortalecimento da ANDE como patrimônio do povo paraguaio.
Finalmente, reforçaram que permanecerão atentos e ativos ante qualquer decisão que pretenda debilitar a ANDE, comprometer o sistema elétrico nacional ou transferir custos financeiros injustos à cidadania em benefício de setores particulares.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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