Papa León XIV defende o desarmamento mundial
Pontífice critica corrida armamentista na era atômica
O Papa León XIV assinalou que a arma atômica não "gera paz" no mundo e promoveu o desarmamento diante de uma corrida armamentística que "assusta", no prólogo de um livro que reúne seus discursos sobre a paz.
"Sobretudo, na era atômica, a verdade deve abrir caminho: não são as armas atômicas que geram a paz, mas o desarmamento." Assim se expressou o Pontífice em seu prólogo, divulgado por meios vaticanos. O Papa reflete que essa verdade, que parecia indiscutível em décadas passadas durante uma desescalada nuclear, "viu-se manchada por uma corrida armamentística que hoje assusta e aterroriza".
Reflexão sobre a paz mundial
O Papa León XIV, atualmente de férias no palácio de Castel Gandolfo, realiza essas considerações nas primeiras páginas do livro da Editora Vaticana "Desarmada e desarmante", a primeira antologia de seus distintos discursos sobre a paz desde sua eleição em maio de 2025.
O Pontífice lamenta que, embora a paz represente o "grande anseio" para a humanidade, "vê-se frequentemente ameaçada, pisoteada e ridicularizada" em um mundo onde, segundo o Global Peace Index, 103 países estão envolvidos de alguma forma em algum conflito.
A paz como responsabilidade pessoal
De acordo com a perspectiva papal, a paz constitui antes de tudo "uma responsabilidade" que começa em cada pessoa. O Papa adverte que "se nosso primeiro instinto diante de um problema com que nos deparamos, diante de uma tensão que vivemos, diante de uma ofensa que sofremos é julgar os demais, acusá-los e até mesmo condená-los, será inevitável que primeiro a indiferença e depois o ódio se desenvolvam ao nosso redor".
Assinala que existe uma maneira de observar a realidade que destrói em lugar de construir. Pelo contrário, considera que a "paz se edifica com a verdade".
Crítica a quem utiliza a paz como pretexto
O Papa critica especificamente "quem faz a guerra afirmando agir 'em nome da paz'". Destaca que ninguém se atreve a declarar abertamente que deseja a guerra pela guerra, pois até mesmo os líderes mundiais compreendem que toda pessoa aspira à justiça e deseja viver em paz.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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