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Internacional

Sexto dia de bombardeios e represálias entre Estados Unidos e Irã

Escalada militar sem precedentes no Oriente Médio afeta toda a região

17/07/2026 08:00 4 min lectura 6 visualizações

Escalada militar no Oriente Médio

Os Estados Unidos executaram seu sexto bombardeio consecutivo contra objetivos militares iranianos, no que representa a maior escalada desde a retomada das hostilidades abertas entre ambas as nações. Os Guardiões da Revolução iranianos informaram nesta sexta-feira que, em resposta a estes ataques de Washington, atingiram mediante drones e mísseis vários aviões-tanque e de combate estadunidenses estacionados na Jordânia.

O exército estadunidense reportou na rede X ter atacado dezenas de objetivos militares iranianos, incluindo instalações de vigilância costeira, sistemas de defesa aérea, infraestrutura logística militar e instalações marítimas.

Balanço de danos reportados

O Irã informou sobre bombardeios estadunidenses contra pontes, um aeroporto e uma estação de trem. A agência oficial IRNA reportou um saldo de oito mortos e 20 feridos em ataques contra estas infraestruturas durante o dia. Segundo as autoridades iranianas, os ataques estadunidenses desde 22 de junho causaram 38 mortos e mais de 400 feridos.

Um porta-voz do exército iraniano, citado por televisão estatal, expressou que qualquer ataque estadunidense contra as infraestruturas da república islâmica resultaria em que todas as infraestruturas da região se convertam em objetivos legítimos para o Irã.

Alcance regional dos enfrentamentos

As forças armadas do Kuwait e do Catar reportaram ter sofrido ataques aéreos na sexta-feira ao amanhecer. Sistemas de alerta foram ativados em duas ocasiões no Baréin, e uma criança resultou ferida no Catar, país que assumiu funções de mediação no conflito.

Os Guardiões da Revolução iranianos afirmaram ter atacado instalações militares estadunidenses no Kuwait com drones explosivos, assim como um centro de comando de operações especiais estadunidenses na região de Al Tanf na Síria, fronteiriça com o Iraque. Também reportaram ataques contra radares estadunidenses em Omã. Síria e Omã não confirmaram estes reportes.

Oito rebeldes curdos iranianos no norte do Iraque morreram em um ataque atribuído pela sua organização ao Irã.

Contexto das hostilidades

As hostilidades foram retomadas em 7 de julho, após ataques contra navios no Golfo atribuídos ao Irã. Os bombardeios posteriores representam uma escalada sem precedentes desde o cessar-fogo estabelecido em abril, minando os esforços de negociação destinados a resolver o conflito.

O conflito armado no Oriente Médio foi desencadeado em 28 de fevereiro por bombardeios israeloestadunidenses contra o Irã, e causou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, onde se enfrentam Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.

Iniciativas diplomáticas em andamento

Paquistão, país mediador entre os beligerantes, e China instaram nesta sexta-feira o Irã e os Estados Unidos a retomar as negociações sob o marco de um protocolo de acordo assinado em meados de junho, que até o momento não foi aplicado.

O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, sinalizou que um acordo somente faz sentido quando suas cláusulas são válidas e se implementam de forma efetiva.

Islamabad também solicitou uma normalização no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o trânsito mundial de hidrocarbonetos que foi bloqueada novamente pelo Irã no fim de semana anterior. Em resposta, os Estados Unidos restabeleceram seu bloqueio dos portos iranianos.

A porta-voz da Casa Branca, Karolyne Leavitt, declarou que Donald Trump permanece aberto à diplomacia, indicando que os iranianos manifestaram sua intenção de chegar a um acordo. Entretanto, sinalizou que o presidente não tolerará ataques contra embarcações no estreito sem resposta correspondente.

O Estreito de Ormuz, por onde transitam aproximadamente 21% do petróleo mundial comercializado internacionalmente, tem sido alvo de disputas recorrentes entre Washington e Teerã.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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