Setores do Mercosul alinham posições sobre redução de burocracia e integração econômica
Convergência regional rumo à simplificação normativa
Setores do Mercosul alinharam posições nesta quinta-feira em Asunción com relação à redução da burocracia e à aceleração da integração econômica regional. O posicionamento foi o eixo central da reunião do Conselho de Câmaras de Comércio do Mercosul (CCCM), um encontro estratégico que ocorreu na Casa da Integração da CAF, sob a presidência pro tempore da Câmara Nacional de Comércio e Serviços do Paraguai (CNCSP), liderada por Ricardo dos Santos.
Nesse contexto, o presidente da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) do Brasil, José Roberto Tadros, respaldou a visão de abertura comercial do mandatário paraguaio, Santiago Peña, enquanto enfatizou a importância de reduzir os excessos regulatórios que persistem na região.
"As maiores dificuldades estão em nossos governos, que criam barreiras, leis e normas diariamente. Isso impede o crescimento do comércio e a possibilidade de nossa integração", apontou o titular brasileiro.
Tadros contrastou a agilidade da unificação europeia com as desconfianças históricas e entraves normativos que freiam os países sul-americanos, limitando o potencial de seus recursos naturais, hídricos, pecuários e minerais.
O papel estratégico dos comércios e serviços
Durante a abertura da sessão, o presidente Santiago Peña ratificou o rumo macroeconômico do país após alcançar a dupla classificação de grau de investimento, destacando o papel central que desempenham os comércios e serviços na estrutura econômica nacional.
"Somos um país que investe no comércio. O comércio e os serviços representam hoje mais de 50% de nosso Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 60% de nosso emprego formal", especificou o mandatário, que defendeu o livre mercado e as regras de competição justa perante as delegações empresariais do Paraguai, Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia e Chile.
Oportunidades e desafios do acordo com a União Europeia
Para o bloco regional, o acordo com a União Europeia, que unifica um mercado potencial de 700 milhões de consumidores, representa uma mudança estrutural significativa. Este acordo permitirá ao Mercosul avançar desde a exportação de matérias-primas rumo a uma inserção competitiva nas cadeias globais de valor.
Não obstante, as delegações alertaram que as empresas locais enfrentarão o desafio técnico de se adaptarem com celeridade às exigentes regulações internacionais de rastreabilidade, regras de origem e rigorosos padrões ambientais.
Diante do diagnóstico de que a América do Sul continua sendo uma das regiões menos integradas do planeta, Peña antecipou que no próximo 30 de junho levará uma mensagem de fortalecimento e ressurgimento do setor privado à cúpula presidencial do bloco.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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