Pais de crianças com TEA se manifestarão em Foz para solicitar reabertura de passagem preferencial
Pais de crianças, meninas e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) residentes em Ciudad del Este e na zona metropolitana de Alto Paraná realizarão uma manifestação em frente à Receita Federal do Brasil (RFB) em Foz de Iguaçu. O objetivo é solicitar a reabertura da passagem preferencial que foi suspensa desde 29 de junho.
A passagem preferencial permitia que esses menores realizassem o cruzamento fronterço sem demoras prolongadas, facilitando o acesso a tratamentos de saúde no lado brasileiro. Os pais buscam que Brasil estabeleça um marco legal que contemple essa necessidade para que as crianças neurodivergentes possam se deslocar rapidamente sem perder tempo valioso em seus processos terapêuticos.
Impacto no tratamento de menores
Eliane Oliveira, mãe de uma criança com TEA de 6 anos e uma das organizadoras da atividade, explicou que a perda de um dia no tratamento de uma criança com autismo representa uma regressão importante em seu processo de reabilitação. Oliveira é cidadã brasileira que reside há 9 anos em Ciudad del Este.
A mãe destacou que não se trata de solicitar uma nova concessão da RFB, mas de impulsionar uma regulação formal que reconheça essa realidade particular da fronteira entre Foz de Iguaçu e Ciudad del Este. Essa regulação permitiria que o benefício da passagem preferencial tivesse um respaldo legal permanente.
Amplitude do grupo de solicitantes
O grupo não está composto unicamente por pais de crianças com TEA. Também integram a iniciativa famílias de menores com síndrome de Down e outras condições especiais que requerem atendimento médico especializado em território brasileiro.
Oliveira destacou que enquanto no lado paraguaio, com apoio da Marinha, o cruzamento se realiza rapidamente, o retorno se complicou significativamente pela medida brasileira.
Um problema de longa data
A Ponte da Amizade apresenta um problema histórico de trânsito colapsado desde há uma década. Durante muitos anos, por meio de uma concessão brasileira e do registro de pessoas com necessidades especiais na Área Naval do Leste, as famílias contaram com um trânsito preferencial.
Em Alto Paraná existem espaços crescentes de atendimento a pessoas neurodivergentes, mas muitos pais requerem acesso a tratamentos e atendimentos mais especializados que só se encontram disponíveis no Brasil.
Os organizadores consideram que Brasil também pode participar na solução desse problema, já que se trata de menores que merecem se deslocar sem inconvenientes para receber seus tratamentos médicos necessários.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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