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Paraguai

A travessia que deveria unir dois países continua presa à burocracia

Serviço de balsa entre Puerto Irala e Puerto Libertad aguarda designação de pessoal aduaneiro argentino há mais de um ano

14/07/2026 10:45 4 min lectura 3 visualizações

A desejada integração regional e o desenvolvimento econômico entre Puerto Irala (Paraguai) e Puerto Libertad (Argentina), que deveria ser impulsionado com a habilitação do serviço de balsa para o transporte de cargas, veículos e passageiros, continua adiada porque a Aduana argentina ainda não designa o pessoal necessário para colocar em funcionamento a passagem fronteiriça sobre o rio Paraná.

O atraso já ultrapassa um ano e oito meses desde que o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) anunciou que a travessia começaria a operar uma vez concluídos os últimos ajustes administrativos entre os dois países.

Contudo, o projeto permanece paralisado pela falta de recursos humanos do lado argentino, situação que impede a aplicação da Convenção de Cruzamento Transversal Fronteiriço de Cargas e Passageiros.

Claudelino Bogado, secretário municipal, relatou que a Aduana argentina não dispôs até agora da dotação de recursos humanos no lado argentino, o que faz com que se dilate o cumprimento da Convenção de Cruzamento Transversal Fronteiriço de Cargas e Passageiros, assinada entre os dois países.

A primeira embarcação havia sido lançada em novembro de 2024 ao rio Paraná, depois que os responsáveis da Subsecretaria de Portos e Vias Navegáveis da Argentina concederam a reciprocidade. A empresa privada Macuco Ecoaventura e Navegação SA realizou um investimento superior a 1 milhão de dólares após as gestões realizadas por autoridades locais de ambos os países, além disso realizou melhorias no porto e já pagou um seguro de 9 mil dólares, mas até a presente data não consegue explorar o serviço porque a Aduana da Argentina não enviou o pessoal.

"Há uns meses a Prefeitura Naval Argentina transferiu a competência nas operações para Migrações da Argentina. A passagem continua sendo feita em lanchas, enquanto tanto o que cruza realiza sua entrada e saída do país já com funcionários de Migrações atualmente", relatou Bogado.

À espera. Atualmente existem duas balsas aguardando realizar a travessia, uma para veículos pesados e outra para veículos leves. A balsa Rainha Irala, com matrícula 4886 BL, havia sido trasladada para seu uso em Mayor Otaño durante vários meses pela empresa, que também é adjudicatária do serviço naquela localidade em direção à Argentina.

O terreno de Puerto Irala está localizado em propriedade do Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural e da Terra e será transferido próximamente para a Administração Nacional de Navegação e Portos. No local foram construídas as instalações para os controles migratórios e o escritório para a expedição de passagens para os passageiros.

"Essa foi uma das exigências das autoridades aduaneiras da Argentina, não queriam que se atendesse a partir de um contêiner, mas até agora não enviam seus funcionários", relatou o funcionário municipal.

NOVA ROTA

Desde as instituições do Estado, como o MOPC, havia-se apontado que o funcionamento da travessia fronteiriça inclusive descomprimiria o tráfego pela Ponte da Amizade, já que até agora os argentinos que cruzam pela Brasil, devendo realizar duas gestões migratórias de entrada e saída, antes de chegar a Ciudad del Este.

A travessia entre Puerto Iguazú e Foz de Iguaçu também tem questionamentos devido às longas filas que devem ser formadas com perdas de entre 3 e 5 horas para realizar os controles migratórios.

O funcionamento da balsa entre Puerto Irala-Puerto Libertad facilitaria aos turistas a entrada no país, já que atualmente pela rota PY07 se tem um percurso de aproximadamente 60 quilômetros até a capital departamental. A embarcação Rainha Irala conta com capacidade para 6 caminhões, 30 veículos pequenos e 130 passageiros.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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