Farmacêuticas aceitam o factoraje e assumem juros junto aos bancos
Após a apresentação de documentos ao Ministério da Saúde Pública (MSP) por parte de mais de 40 fornecedores farmacêuticos para acessar o regime de cessão de direitos de cobrança estimado em aproximadamente USD 360 milhões, as entidades bancárias demonstram interesse para negociar os certificados de dívida, explicou Édgar Villalba, vice-presidente da Câmara de Representantes e Importadores de Produtos Farmacêuticos, Higiene Pessoal, Domissanitários e Afins (Cripfa).
"Nós assumimos os juros, e agora o Ministério da Saúde tem que repassar ao Ministério da Economia para poder negociar com os bancos. Mas existe já, digamos, boa predisposição dos bancos para fazer a gestão", disse Villalba em declarações à rádio Monumental.
Neste caso, os fornecedores farmacêuticos assumem os juros e o capital será cancelado em três anos. "Não nos resta outra opção, porque se não fizermos cessão, não cobramos. Há empresas que estão desesperadas", apontou.
Inclusive, informou que o Ministério da Economia e Finanças (MEF) se comprometeu com o pagamento mensal de USD 40 milhões para amortizar o compromisso financeiro, mas desembolsou apenas USD 20 milhões.
No que vai do ano, o Ministério da Economia e Finanças (MEF) desembolsou USD 100 milhões em abril, USD 80 milhões em maio e USD 20 milhões em junho. Apesar da amortização, o compromisso financeiro do Ministério da Saúde Pública ronda os USD 1.000 milhões com os fornecedores farmacêuticos, montante que se prevê diminuir com a cessão de direitos de cobrança.
O vice-presidente de Cripfa comentou que o MSP dispõe este ano de apenas USD 450 milhões, montante insuficiente para cumprir com as farmacêuticas e continuar com a aquisição de produtos farmacêuticos. Estimou que com o regime de cessão de direitos o passivo será reduzido apenas a USD 500 milhões.
Inclusive, explicou que o Ministério da Saúde diminuiu os montantes para a aquisição de medicamentos de USD 50 milhões para USD 15 milhões ao mês, o que poderia impactar no desabastecimento.
"Vai gerar um desabastecimento total porque o orçamento não é suficiente, com os hospitais novos", acrescentou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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